RÁDIO JESUS VIRÁ\SOTELO

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

A HISTÓRIA DO CRISTIANISMO


 A HISTÓRIA DO
CRISTIANISMO


A HISTÓRIA DO CRISTIANISMO
O cristianismo é uma das chamadas grandes religiões. Tem aproximadamente 2 bilhões de
seguidores em todo o mundo, incluindo católicos, ortodoxos e protestantes. Cristianismo vem da
palavra Cristo, que significa messias, pessoa consagrada, ungida. Do hebraico mashiah (o salvador)
foi traduzida para o grego como khristos e para o latim como christus.
A doutrina do cristianismo baseia-se na crença de que todo o ser humano é eterno, a exemplo de
Cristo, que ressuscitou após sua morte. A fé cristã ensina que a vida presente é uma caminhada e
que a morte é uma passagem para uma vida eterna e feliz para todos os que seguirem os
ensinamentos de Cristo.
Os ensinamentos estão contidos exclusivamente na Bíblia, dividida entre o Antigo e o Novo
Testamento.
O Antigo Testamento trata da lei judaica, ou Torah. Começa com relatos da criação e é todo
permeado pela promessa de que Deus, revelado a Abraão, a Moisés e aos profetas enviaria à Terra
seu próprio filho como Messias, o salvador.
O Novo Testamento contém os ensinamentos de Cristo, escritos por seus seguidores. Os principais
são os quatro evangelhos ("mensagem", "boa nova"), escritas pelos apóstolos Mateus, e por Marcos
(discípulo de Pedro) e Lucas (o médico).
O nascimento do cristianismo se confunde com a história do império romano e com a história do povo
judeu. Na sua origem, o cristianismo foi apontado como uma seita surgida do judaísmo e
terrivelmente perseguida.
Quando Jesus Cristo nasceu, por volta do ano 4 AC, na pequena cidade de Belém, próxima a
Jerusalém, os romanos dominavam a Palestina. Os judeus viviam sob a administração de
governadores romanos e, por isso, aspiravam pela chegado do Messias (criam que seria um grande
homem de guerra e que governaria politicamente), apontado na Torá (VT)como o enviado que os
libertaria da dominação romana.
Até os 30 anos Jesus viveu anônimo em Nazaré, cidade situada no norte do atual Israel. Aos 33 anos
seria crucificado em Jerusalém e ressuscitaria três dias depois. Em pouco tempo, aproximadamente
três anos, reuniu seguidores (os 12 apóstolos) e percorreu a região pregando sua doutrina e fazendo
milagres, como ressuscitar pessoas mortas e curar cegos, logo tornou-se conhecido de todos e
grandes multidões o seguiam.
Mas, para as autoridades religiosas judaicas ele era um blasfemo, pois autodenominava-se o
Messias. Não tinha aparência e poder para ser o o líder que libertaria a região da dominação romana.
Ele apenas pregava paz, amor ao próximo. Para os romanos, era um agitador popular.
Após ser preso e morto, a tendência era de que seus seguidores se dispersassem e seus
ensinamentos fossem esquecidos. Ocorreu o contrário. É justamente nesse fato que se assenta a fé
cristã. Como haviam antecipado os profetas no Antigo Testamento, Cristo ressuscitou, apareceu a
seus apóstolos (Apóstolo quer dizer enviado.) que estavam escondidos e ordenou que se
espalhassem pelo mundo pregando sua mensagem de amor, paz, restauração e salvação.
O cristianismo firmou-se como uma religião de origem divina. Seu fundador era o próprio filho de
Deus, enviado como salvador e construtor da história junto com o homem. Ser cristão, portanto, seria
engajar-se na obra redentora de Cristo, tendo como base a fé em seus ensinamentos.
Rapidamente, a doutrina cristã se espalhou pela região do Mediterrâneo e chegou ao coração do
império romano.
A difusão do cristianismo pela Grécia e Ásia Menor foi obra especialmente do apóstolo Paulo, que
não era um dos 12 e teria sido chamado para a missão pelo próprio Jesus. As comunidades cristãs se
multiplicaram. Surgiram rivalidades. Em Roma, muitos cristãos foram transformados em mártires,
comidos por leões em espetáculos no Coliseu, como alvos da ira de imperadores atacados por
corrupção e devassidão.
Em 313, o imperador Constantino se converteu ao cristianismo e concedeu liberdade de culto, o que
facilitou a expansão da doutrina por todo o império. Antes de Constantino, as reuniões ocorriam em
subterrâneos, as famosas catacumbas que até hoje podem ser visitadas em Roma.
O cristianismo, mesmo firmando-se como de origem divina, é, como qualquer religião, praticado por
seres humanos com liberdade de pensamento e diferentes formas de pensar.
Desvios de percurso e situações históricas determinaram os rachas que dividiram o cristianismo em
várias confissões (as principais são as dos católicos, protestantes e ortodoxos).
O primeiro grande racha veio em 1054, quando o patriarca de Constantinopla, Miguel Keroularios,
rompeu com o papa, separando do cristianismo controlado por Roma as igrejas orientais, ditas
ortodoxas. Bizâncio e depois Constantinopla (a Istambul de hoje, na Turquia), seria até 1453 a capital
do império romano do Oriente, ou Império Bizantino.
O império romano do Ocidente já havia caído muito tempo antes, em 476, marcando o início da Idade
Média. E foi justamente na chamada Idade Média, ainda hoje um dos períodos mais obscuros da
história, que o cristianismo enfrentou seus maiores desafios, produzindo acertos e erros.
Essa caminhada culminou com o segundo grande racha, a partir de 1517. O teólogo alemão Martinho
Lutero, membro da ordem religiosa dos Agostinianos, revoltou-se contra a prática da venda de
indulgências e passou a defender a tese de que o homem somente se salva pela fé.
Lutero é excomungado e funda a Igreja Luterana. Não reconhece a autoridade papal, nega o culto
aos santos e acaba com a confissão obrigatória e o celibato dos padres e religiosos. Mas mantém os
sacramentos do batismo e da eucaristia.
Mais tarde, a chamada Reforma Protestante deu origem a outras inúmeras igrejas cristãs, cada uma
com diferentes interpretações de passagens bíblicas ou de ensinamentos de Cristo.Outras levantadas
pelo próprio Espírito Santo, dão continuidade aos propósito do Senhor Deus.
GUIA HISTÓRICO DO CRISTIANISMO
Muitas vezes o pregador precisa ter uma idéia da história do mundo e das igrejas verdadeiras que
Cristo tem conservado até os nossos dias. Este pequeno estudo sobre algumas datas destacadas na
história não é completo, e algumas datas são aproximadas somente.
Primeiro século d.C.
1. 26-30 d.C. A igreja de Jesus Cristo constituída.
A. Jesus Cristo ajuntou alguns judeus convertidos e batizados para começar a "sua igreja." Data e
local desconhecidos. Não havia organização formal.
B. Jesus deu apóstolos e profetas à igreja. Eles estão no fundamento dela.
1. Não há apóstolos e profetas atualmente. Não são necessários.
C. Jesus deu a fé, ou a doutrina apostólica, à igr
eja uma só vez para sempre.
1. Ela é completa e não há necessidade de receber novas revelações.
D. Jesus deu a batismo à igreja. É o batismo de João que Ele próprio recebeu.
1. É a imersão em água do crente confesso, em obediência à direção do Espirito Santo pela igreja
que Jesus fundou e enviou ao mundo.
E. Jesus deu a ceia memorial à igreja para lembrar dele até a sua volta.

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