RÁDIO JESUS VIRÁ\SOTELO

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

EVANGELISMO PESSOAL


 EVANGELISMO
PESSOAL




EVANGELISMO PESSOAL
Evangelismo é evangelizar, isto é, espalhar as boas-novas da salvação em Cristo.
O evangelismo pessoal foi o meio básico empregado por Jesus e seus apóstolos no
princípio, e tem sido um dos mais eficientes meios usados pelos crentes há quase
2000 anos para salvação dos pecadores. Todo o tipo de evangelização é válido,
mas nenhum dispensa o apoio, a cooperação do evangelismo pessoal. Vemos,
assim, a necessidade de conhecer esta matéria para nos aperfeiçoarmos na arte de
ganhar almas para o Senhor, pois, a verdade é que todos nós, de uma maneira ou
de outra, somos o resultado da obra de evangelismo pessoal.
A minha experiência cristã ilustra esta verdade. Na longínqua Suécia, a minha mãe,
quando jovem, assistia a cultos realizados pelos batistas numa casa particular, entre
ferreiros, que fabricavam foices. Um dos ferreiros chamava-se Per Tiger e era crente
fervoroso. Ele notou o interesse que aquela jovem demonstrava pelas coisas de
Deus. Começou então a testificar de Jesus a ela e a explicar-lhe como a pessoa
pode nascer de novo e ter uma experiência viva com Cristo. Ela, tendo nascido em
lar luterano, necessitava desses esclarecimentos. Per Tiger continuou com seu
amparo espiritual até a jovem nascer de novo. Anos depois, quando ela já era minha
mãe, repetia comigo a mesma tática que Per Tiger usara com ela. Assim foi o
evangelismo pessoal o fator decisivo tanto na experiência de salvação de minha
mãe, como também na minha.
O autor, Pr. Antônio Gilberto da Silva, reuniu neste livro todos os pontos-chaves da
matéria. A pessoa que, em oração, aplicar-se ao estudo desta obra, muito lucrará
espiritualmente pelos conhecimentos que adquirir. E, como é natural, esses conhecimentos
resultarão em numerosas almas ganhas para Jesus.
Para mim é motivo de muita alegria ver o presente livro vir a lume, para servir aos
alunos dos diversos Institutos Bíblicos, e a todos que amam a obra do Senhor Jesus.
Que Deus use este trabalho para despertamento de muitos jovens vocacionados,
para bem servirem na seara do Senhor.
Pr. N.Lawrence Olson
Introdução ao Evangelismo Pessoal
1. DEFINIÇÃO” DE EVANGELISMO PESSOAL
Evangelismo Pessoal é a obra de falar de Cristo aos perdidos individualmente: é
levá-los a Cristo, o Salvador (Jo 1.41,42; At 8.30).
2. A IMPORTÂNCIA DO EVANGELISMO PESSOAL
A importância vê-se no fato de que a evangelização dos pecadores foi o último
assunto de Jesus aos seus discípulos antes de ascender ao céu. Nessa ocasião, Ele
ordenou à Igreja o encargo da evangelização do mundo (Mc 16.15,19; At 1.8,9).
3. O ALVO DO EVANGELISMO PESSOAL
O alvo é tríplice: salvar os perdidos, restaurar os desviados e edificar os crentes. O
irmão já experimentou o gozo que há em ganhar uma alma para Jesus? É uma
bênção e uma experiência inesquecíveis… Há um gozo inexplicável em vermos
alguém no caminho para o céu, ou já na glória, por nosso intermédio… Ganhar
almas foi a suprema tarefa do Senhor Jesus aqui na terra (Lc 19.10; 1 Tm 1.15).
Paulo, o grande homem de Deus, do Novo Testamento, tinha o mesmo alvo e visão
(1 Co 9.20). Uma grande parte dos crentes pensa que a obra de ganhar almas para
Jesus está afeta exclusivamente aos pregadores, pastores e obreiros em geral. Contentam-
se em, comodamente sentados, ouvir os sermões, culto após culto, enquanto
os campos estão brancos para a ceifa, como disse o Senhor da seara em João 4.35.
O “ide” de Jesus para irmos aos Derdidos (Mc 16.15), não é dirigido a um grupo especial
de salvos, mas a todos, indistintamente, como bem revela o texto citado.
Portanto, a evangelização dos pecadores pertence a todos os salvos. Cada crente
pode e deve ser um ganhador de almas. Nada o pode impedir, irmão, de ganhar
almas para Jesus, se propuser isso agora em seu coração. A chamada especial de
Deus para o ministério está reservada a determinados crentes, mas a chamada geral
para ganhar almas é feita a todos os crentes.
O evangelismo pessoal, como já vimos acima, vai além do pecador perdido: ele
alcança também o desviado e o crente necessitado de conforto, direção, ânimo,
auxílio e vitória. Ele reaviva a fé e a esperança nas promessas das Santas
Escrituras.
4. VANTAGENS DO EVANGELISMO PESSOAL
Aqui estão algumas:
4.1. Adapta-se às condições espirituais de qualquer pessoa
O que o sermão não consegue fazer no auditório, na evangelização coletiva, o
evangelismo pessoal o faz. Na evangelização em massa, a pregação não satisfaz a
todos, porque cada um tem problemas espirituais diferentes. No evangelismo
pessoal, a mensagem é direta, incisiva. Muitas vezes, a pregação apenas inicia a
evangelização, que será complementada com o contato pessoal do ganhador de almas.
3.2. Promove o crescimento da igreja
A igreja dos dias primitivos cresceu muito depressa porque os crentes, cheios do
Espírito Santo, evangelizavam sem parar (At 5.42; 8.4). O resultado foi o
maravilhoso crescimento registrado no livro de Atos dos Apóstolos. Hoje, também, a
igreja que tiver um número regular de ganhadores de almas, seu crescimento será
notório. A semeadura da Palavra de Deus promove o crescimento e a edificação da
igreja. (Ver At 2.41,47; 4.4; 5.14; 9.31, e principalmente em 21.20.) A maior e melhor
maneira de ajudar o pastor no crescimento do rebanho de Deus é ganhar almas
individualmente. O irmão tem feito assim? Está fazendo assim? Se hoje, na igreja,
cada um ganhasse outro, qual seria o resultado? Se todos ganhassem almas como
você, qual seria o crescimento da igreja?
4.3.Vence todos os preconceitos
Há casos e ocasiões em que somente o evangelismo pessoal alcança o pecador. Há
pessoas que jamais assistiriam reuniões evangelísticas em templos, ou seja onde
for, devido a preconceitos, falsa concepção, ignorância, ordens recebidas, imposições
religiosas, falsas informações, falsas idéias, etc. É aí que o evangelismo
pessoal presta seus serviços de modo ímpar. Há inúmeras grandes igrejas por toda
parte, que começaram através do evangelismo pessoal. A origem foi uma alma
ganha, cultos em sua casa e em seguida uma congregação formada. O pioneirismo
missionário na América Latina e o estabelecimento da obra das Sociedades Bíblicas
também foi assim – através do evangelismo pessoal.
5. O MANUAL DO OBREIRO NO EVANGELISMO PESSOAL
É a Bíblia, é evidente. Ela é a Palavra de Deus, e, dele temos a extraordinária
promessa: “Porque assim será a palavra que sair da minha boca: ela não voltará
vazia, antes fará o que me apraz, e prosperará naquilo para que a enviei” (Is 55.11 -
vide também Sl 126.5,6; Rm 1.16; Tg 1.21b.)
Sabendo nós que a Bíblia é o manual do evangelismo pessoal, é evidente que para
termos êxito nesta obra, duas coisas precisamos considerar por enquanto:
a. Na obra de ganhar almas emprega-se a Palavra de Deus (Jo 3.5; Rm 10.17; 1 Pe
1.23).
b. Para empregar a Palavra de Deus é preciso conhecê-la devidamente (2 Tm 2.15).
A expressão “maneia bem”, neste versículo, significa de fato dissecar, dividir ou
cortar corretamente, como por exemplo, no preparo das vítimas para os diversos
sacrifícios. Refere-se principalmente à correta aplicação do texto e da mensagem de
toda a Bíblia.
É fato reconhecido que é muito mais fácil falar a Palavra de Deus a uma multidão do
que a uma só pessoa. Quem fala a um auditório não é interrompido para perguntas,
apartes, argumentação, etc; já quem fala a uma só pessoa poderá vir a enfrentar
tudo isso. Há pecadores que aceitam a mensagem da salvação sem objeções e sem
argumentação, mas outros apresentam escusas tais, que, se o crente não conhecer
devidamente as Escrituras, ficará em situação vexatória.
É verdade que o Espírito Santo guia e inspira na obra de ganhar almas, mas no
tocante às Escrituras, Ele só pode lembrar-nos daquilo que conhecemos antes
(Jo 14.26). não sei? que não ouvi? que não li? Que não aprendi? Por sua vez, o
pregador ou ganhador de almas não é adivinhador de versículos… Muitos, a essa
altura, firmam-se em Mateus 10.19,20 para declararem que, na hora precisa, o
Espírito Santo dará tudo, mas é bastante o contexto da referida passagem (v.18),
para ver a que ocasião Jesus se está referindo. (Leia também, quanto a isto,
Pv 9.9:1 Tm 4.13;1 Pe 3.15.)À Bíblia é a “espada do Senhor”, mas também “de
Gideão” (Jz 7.20). Isto é, ela é a arma que o Espírito Santo usa, mas o elemento que
a conduz é o crente. Portanto, é imperioso que o crente aprenda a manejar bem o
Livro de Deus. Há crentes que até evitam falar de Jesus, por causa do seu pouco ou
nenhum conhecimento das Escrituras.
No evangelismo pessoal, a doutrina principal é a de salvação da alma. É preciso que
o crente conheça bem os textos, para apresentá-los à medida que a necessidade for
exigindo. Não é um texto qualquer que vamos citar, mas aquele apropriado pura o
momento, pois a Bíblia tem uma mensagem adequada para cada caso, cada
coração, cada circunstância. Não é abrir a Bíblia em qualquer lugar e dizer: “Vou ler
esta passagem que o Senhor me deu”, quando geralmente o Senhor não deu coisa
nenhuma… O que é preciso é conhecer a Bíblia e depender do Espírito Santo.
Assim sendo, Deus abre a porta, guia e dá a mensagem adequada e ungida pelo
seu Espírito.
É oportuno lembrar aqui que o Espírito Santo e a Palavra de Deus jamais se
contradizem. Quem se julga espiritual deve conhecer e amar a Bíblia, e quem seguir
a Bíblia, deve andar segundo o Espírito.
A razão por que muitos crentes chamados espirituais são cheios de meninices; são
escandalosos e extremistas, é porque não estudam a Palavra, para nela
aprenderem a ordenar seus passos. O que lhes falta é o conhecimento das
doutrinas desse Livro. Ter o Espírito Santo e não conhecer a Palavra conduz ao
fanatismo. Conhecer a Palavra e não ter o Espirito, conduz ao formalismo. Em
religião, fanatismo é zelo excessivo, paixão cega; é chamar ao certo, errado; e ao
errado, certo. É ser extremista.É zelo sem entendimento (Rm 10.2). Se você deseja
que o Espírito Santo o use, inclusive na obra de ganhar almas, procure ter o
instrumento que Ele emprega – a Palavra de Deus (Ef 6.17).
6. COMO DEVEMOS ESTUDAR A BÍBLIA – O MANUAL DO OBREIRO CRISTÃO
Aqui estão algumas maneiras: 6.1. Leia a Bíblia conhecendo o seu autor O primeiro
passo para entender as Escrituras é conhecer o autor delas – Deus. Assim sendo,
Ele no-las explicará (Sl 119.18,125; Lc 24.32,45; Jo 16.13).A melhor maneira de
estudar a Bíblia é fazer como Maria – quedar-se aos pés do Autor (Lc 10.39). 6.2. A
leitura diária, seguida e total
É um dos segredos da vitória espiritual (Js 1.8b) a leitura sistemática e constante da
Bíblia, ano após ano, pois constitui o contato direto e pessoal com a Palavra de
Deus. Nada pode substituir esse aspecto da vida devocional do cristão, (vide Dt 17.
19: Is 34.16: Ap 1.3.) A leitura ocasional, irregular, não basta. Há crentes que só se
alimentam espiritualmente quando alguém põe comida em sua boca. É a colher do
pastor, do professor da Escola Dominical, etc, etc. Não comem por si mesmos.
Quando mudam de igreja, às vezes morrem de fome espiritual.
É muito bom ler bons livros, mas o máximo de tempo deve ser da Bíblia. Os livros
são bons, mas não são substitutos da Bíblia. Nos livros, muitas vezes prevalece o
individualismo do autor, mas na Bíblia não há este particular. Leiamos livros, mas
tendo sempre a Bíblia como a autoridade principal e final. Ninguém fique
preocupado, pensando que por ler muito a Bíblia vai esgotar seu conteúdo… Ela
vem sendo lida por milhões de leitores através de milênios e nunca ficou esgotada.
Seu conteúdo é inesgotável! Não há ninguém “formado” na Bíblia. Isto é uma das
grandes evidências de sua origem divina.
6.3. Leia a Bíblia com a melhor atitude espiritual para com ela
É de máxima importância que o estudante da Bíblia estude o Santo Livro com
reverente atitude mental, tendo-a como a Palavra de Deus e não como uma obra
literária comum. O autor da Bíblia é Deus. Seu assunto central é Cristo. Seu real
intérprete é o Espírito Santo. Considerando-a sob esses pontos de vista, ela é o
único livro cujo autor está sempre presente quando o lemos. Estude-a pois com
espírito sequioso, devocional, receptivo, aberto, buscando conhecer mais de Deus e
seu amor. A atitude de que tratamos aqui inclui o prazer (Mc 12.37).
6.4. Leia a Bíblia com meditação e oração
Assim fez Davi, no que foi grandemente abençoado por Deus (Sl 119.12,40,64,68).
É na presença do Senhor em oração, que as coisas secretas divinas são reveladas
(Sl 73.16,17). Daniel orou e as Escrituras lhe foram reveladas (Dn 9). Não convém
ler depressa, sem prestar atenção ao sentido, que às vezes é bem claro, mas outras
vezes demanda uma meditação mais demorada e profunda. Também é infrutífero
fazer concorrência para estabelecer recorde de leitura. É melhor ler pouco,
meditando, do que ler às pressas, sem meditar. Quem lê às pressas não pode dizer
como Samuel: “Fala, porque o teu servo ouve” (1 Sm 3.10).
6.5. Aplique a leitura da Bíblia primeiro a você mesmo
Nunca leia somente para instruir o próximo. Tome a Bíblia primeiro para a sua
edificação. Há pessoas que, na leitura da Bíblia, tudo que é bênção, conforto,
promessas, elas aplicam a si; tudo que é ameaça, exortação, avisos, repreensão,
castigo, aplicam aos outros. Quando ler a Bíblia irmão, pergunte sempre a Deus,
como fez Josué diante do mensageiro celestial: “Que diz meu Senhor ao seu servo?”
(Js 5.14).
6.6. Leia a Bíblia toda
A Bíblia é a revelação progressiva da verdade. Isto é, nada é dito duma vez, nem
uma vez por todas. É comum um assunto começar num livro e daí prosseguir
através de muitos outros, até que o assunto se complete. Por exemplo: a doutrina da
Redenção, vai do livro de Gênesis ao de Apocalipse. Não podemos entender uma
carta recebida, lendo-a um pouco aqui, um pouco ali, mas, de modo completo. A
Bíblia é a carta de Deus à humanidade. Estudando-a toda, conhecemos todo o plano
divino através dos séculos.
Não espere compreender a Bíblia toda. Leia Dt 29.29; 1 Co 13.12. Na Bíblia há
dificuldades e mistérios insondáveis, isto porque, sendo ela a Palavra de Deus, é
inesgotável. É de se esperar que Deus saiba mais que o homem… Um Deus
sobrenatural deve ter um livro sobrenatural. Uma mente finita, limitada e deficiente
como a nossa, não pode abranger as coisas infinitas de Deus (Rm 11.33,34).
Muitos deixam de ler a Bíblia, e outros perdem o interesse nela só porque não
compreendem tudo o que lêem. Ora, quando na refeição, encontramos osso,
espinha ou qualquer coisa estranha, deixamos isso de lado e continuamos a comer.
Façamos assim no tocante à Bíblia. Deixemos as dificuldades de lado e continuemos
a comer. Quanto a este particular, tenha-se em mente Sl 25.14; 1 Co 2.9-14.
6.7. Observações úteis e práticas no estudo da Bíblia
6.7.1.Apontamentos individuais.
Habitue-se a tomar notas de suas meditações na Palavra de Deus. A nossa memória
falha com o tempo. Distribua seus apontamentos por assuntos.
6.7.2.Aprenda a ler e escrever referências bíblicas.
O sistema mais simples e rápido para escrever referências bíblicas é o adotado pela
Sociedade
Bíblica do Brasil: duas letras abreviativas, sem ponto, para cada livro da Bíblia. Esse
sistema consta do índice das Bíblias editadas pela referida Sociedade. Entre o
capítulo e o versículo põe-se um ponto. Exemplos: Jo 2.4 (João 2.4); Jó 2.4; 1 Pe 5.5
(1 Pedro 5.5); Fp 1.29 (Filipenses 1.29); Fm v.14 (Filemon v.14), etc.
6.7.3. Diferença entre texto e referência.
Texto - são as palavras contidas numa passagem.
Referência é a indicação de livro, capítulo e versículo. Uma referência pode levar
indicações como:
- “a” – indicando a parte inicial do versículo:Rm 1.17a.
- “b” – indicando a parte final do versículo: Rm 1.17b.
- “ss” – indicando os versículos que se seguem até o fim ou não, do capítulo: Rm
1.17ss
- “qv” – que veja, recomendação para não deixar de ler o texto indicado: Rm 1.17qv.
6.7.4. Siglas das diferentes versões da Bíblia em vernáculo. Isso poupa tempo
e trabalho.
- ARC —Almeida Revisada e Corrigida. É o texto da Almeida antiga, impressa e
distribuída pela
Imprensa Bíblica Brasileira.
- ARA = Almeida Revisada e Atualizada. É o texto da Almeida revisada por uma
comissão de eruditos brasileiros e estrangeiros, e editada pela Sociedade Bíblica do
Brasil. Começou a ser publicada completa, em 1958.
- Fig. = Antônio Pereira de Figueiredo. Atualmente é impressa e distribuída pela
Sociedade Bíblica Britânica e Estrangeira, Londres.
- M. Soares = Matos Soares. Versão popular dos católicos brasileiros.
- Rhoden = Huberto Rhoden. Versão particular desse padre brasileiro.
6.7.5. O tempo antes e depois de Cristo. É indicado pelas letras:
a.C. = Antes de Cristo. d.C. = Depois de Cristo.
6.7.6. Contexto. É a parte que fica antes e depois da passagem que estamos lendo.
Pode ser imediato ou remoto. O contexto pode ser um versículo,um capítulo, e até
um livro todo.
6.7.7. Manuseio do volume sagrado.
Obtenha completo domínio no manuseio do volume sagrado, a fim de encontrar com
rapidez qualquer referência
bíblica. Jesus fazia assim. Veja Lucas 4.17, onde está dito que Ele “achou” o lugar
onde estava escrito. Ora, naquele tempo isso era muito mais difícil do que hoje,
quando dispomos de papel, editoras modernas e livros.
QUESTIONÁRIO
1. Defina o que é evangelismo pessoal.
2. Cite o último assunto de Jesus aos seus discípulos, antes de ascender ao
Céu. Dê as duas referências estudadas.
3. Cite uma referência estudada, mostrando que a obra de ganhar almas
concerne a todos os crentes.
4. Dentre as vantagens do evangelismo pessoal, mencione duas das estudadas.
5. Dê a referência de Isaías, onde Deus diz que sua Palavra não voltará vazia.
6. Mostre a inter-relação entre a Palavra de Deus e o Espírito Santo, na obra de
ganhar almas, bem como no serviço do Senhor em geral.
7. Cite quatro modos dos estudados neste capítulo, sobre como estudar a Bíblia.
8. Explique a razão de a Bíblia ter muita coisa incompreensível.
9. A que conduz, ter o Espírito Santo e não conhecer a Palavra, e vice-versa?
2
Um exame na obra
do Evangelismo
Pessoal
Tendo em vista a obra de ganhar almas para Jesus, mediante a evangelização
pessoal, vamos considerar este assunto sob os cinco pontos seguintes:
1. Porque devemos evangelizar
2. Quando devemos evangelizar
3. Onde devemos evangelizar
4. Como devemos evangelizar
5. Resultados de evangelizar
1. PORQUE DEVEMOS EVANGELIZAR
1.1. Porque o nosso Senhor ordenou (Mc 16.15)
Para muitos cristãos, Jesus é apenas o Salvador de suas almas, mas não Senhor e
Rei de suas vidas. O evangelho integral apresenta Jesus não só como Salvador,
mas também como Senhor (At 16.31). A ordem de evangelizar vem do Senhor para
os seus súditos. Não é um convite: é um mandamento do nosso Senhor. Mas não
devemos evangelizar só porque é um mandamento, mas porque amamos a Jesus e
queremos ser-lhe gratos. Vejamos as desculpas mais comuns dos crentes quanto a
esta ordem do Senhor:
a.“Estou muito ocupado”; “Não tenho tempo”. Entretanto o Senhor Jesus não
estava tão ocupado a ponto de não poder vir morrer em nosso lugar. Aqui no mundo
Ele sempre cumpria na hora o programa do Pai, mesmo sabendo que o final seria o
Calvário (Mt 26.45; Lc 22.14; Jo 2.4; 13.1; 17.1). Ele não andava tão ocupado a
ponto de não ouvir o clamor das almas aflitas (Mc 5.30; Lc 18.40).
b.“Estou muito cansado “. Jesus, no sol de meio-dia, junto à fonte de Jacó, não
estava tão cansado a ponto de não poder atender a samaritana perdida (Jo 4.6,7).
c.“Não sei falar”; “Não dou para nada na igreja”.
d.“Não tenho capacidade“. Outros também já deram as mesmas desculpas, mas
ao obedecerem à ordem do Senhor, foram maravilhosamente usados por Ele.
Estude os exemplos de:
-Moisés (Ex 3.11)
- Gideão (Jz 6.15)
- Isaías (Is 6.5)
- Jeremias (Jr 1.6)
-Amos (Am 7.14)
Portanto, entregue ao Senhor o que você tem, irmão. Ele transformará o pouco no
muito (Jo 6.9-13). Ele dará a capacidade necessária (Mt 4.19; 2 Co 3.5).
A missão de evangelizar o mundo, entregue por Jesus à sua Igreja, implica em dever
e responsabilidade (Ez 33.8,9; Rm 1.14; 1 Co 9.16). Uma das razões da inatividade
de muitas igrejas e crentes na obra de evangelização vem do seu descuido quanto à
vinda de Jesus. Os cristãos primitivos foram ativos na evangelização, não só porque
eram cheios do Espírito Santo, mas também porque esperavam a volta de Jesus em
seus dias.
1.2.Porque temos recebido de Deus talentos, e assim temos uma mordomia
para dar conta (Mt 25.14-30; Lc 16.2; 19.13)
O dia da prestação de contas com o nosso Senhor está perto (Rm 14.10; 1 Co 3.13-
15; 2 Co 5.10).
1.3.Porque Deus nos concedeu o privilégio de participar do seu trabalho
Servir ao Senhor não é apenas um dever cristão, é também um grande privilégio.
Deus podia usar outros meios para levar a mensagem de salvação ao pecador. Ele
assim faz quando lhe apraz, mas isto não é regra geral; é exceção. Seu método é
usar homens para falar a homens. O trabalho de ganhar almas para Deus é um
privilégio que Ele nos concede para obtermos galardão no dia de Cristo (Fp 2.16).
Há, neste sentido, uma solene declaração da Bíblia em Pv 11. 30. A salvação é
dádiva de Deus, mas galardão é recompensa que o crente obtém mediante sua
atividade na obra do Senhor.
1.4.Porque o pecador sem Jesus está perdido (Rm 5.12)
A palavra perdido, significa perdido mesmo, isto é, sem solução, desenganado,
extraviado, desgarrado, arruinado. Jesus usou esta palavra em Lc 19.10.
Precisamos compreender que esta é a situação atual do pecador não-salvo. Jesus
não usou termos menores, nem arrodeios.
Aqui, entre nós, quando desaparece um avião, um navio, uma expedição ou mesmo
uma pessoa, todos os recursos disponíveis são mobilizados para salvar o que está
perdido. Vamos nós fazer menos, ou cruzar os braços ante o perdido pecador, que
se não aceitar Jesus como seu Salvador, irá para o Inferno eterno?
Se, como parte de um curso de evangelismo pessoal, tivéssemos de passar 24
horas no Inferno, para ver o que se passa lá entre os perdidos, ao voltarmos, toda
nossa vida giraria em torno da obra de evangelizar e ganhar almas perdidas, e
também desviados, e jamais pôr tropeço na vida de alguém.
Uma alma vale mais do que todo o mundo (Mc 8.36,37). O amor que Jesus
demonstrou por nós no Calvário deve nos constranger (2 Co 5.14). A visão deste
sublime amor de Jesus torna-se mais real quando meditamos a respeito do seu suor
de sangue, da traição de Judas, das vergastadas, do esbofeteamento, dos pregos
nas mãos e nos pés; na sede, na zombaria; sim, quando sentimos seu coração
rasgado de dor; quando vemos seu rosto desfigurado pelos maus-tratos; quando
ouvimos seu brado pungente nas trevas e contemplamos a sua cabeça pendente na
cruz!
Na mensagem ao profeta Isaías, Deus dirige-se a todos nós: “A quem enviarei eu? E
quem irá por nós?” (Is 6.8). O irmão já teve a visão horrível das almas condenadas
caminhando nas trevas para o abismo? Lembre-se de que está agora salvo porque
alguém duma maneira ou de outra o levou a Cristo, meu caro irmão! Queremos
somente receber e não dar também?
2. QUANDO DEVEMOS EVANGELIZAR
A única resposta é: AGORA! Como os pecadores crerão agora, se eu não falar
agora? (Ml 1.9; At 17.30; Hb 3.7). As almas precisam ser ganhas para Jesus agora,
porque:
- AGORA é que estamos vivos. Em Lucas 16 temos a história de um homem que se
interessou pela salvação dos outros, mas só depois de morto, quando nada mais
podia fazer.
- AGORA temos pouco tempo. Jesus não tarda a vir. Se no tempo do apóstolo João,
sua vinda já estava próxima (Ap 22.20), que diremos nós hoje? Urge atentar para Jo
9.4. Nosso tempo também pode ser pouco no sentido de a liberdade religiosa ser
cerceada ou mesmo cassada, como já aconteceu e está acontecendo em certos
países.
Quanto à idade daqueles a quem devemos evangelizar, a resposta sempre será –
agora. Crianças, jovens e velhos podem ser ganhos para Jesus agora. Na igreja, um
dos grandes setores de evangelização das crianças é a Escola Dominical, quando
devidamente aparelhada. Nela, o professor de crianças tanto pode levar as crianças
a Cristo, como ensiná-las a viver para Cristo. Quem ganha uma criança para Jesus
salva uma vida inteira. Quem ganha um adulto, salva apenas meia vida, pois a outra
metade o mundo já levou. Cuidado, pois! Uma oportunidade perdida pode nunca
mais voltar. Um coração hoje aberto pode amanhã estar fechado, e… para sempre.
3. ONDE DEVEMOS EVANGELIZAR
Nem em todos os locais podemos fazer cultos de pregação, mas ganhar almas
individualmente, sim. Vejamos alguns locais onde isso pode suceder:
3.1. Nos cultos
Os crentes ganhadores de almas devem ficar alerta nos cultos de pregação,
especialmente quando estes chegam ao término. Há pecadores que, mesmo depois
de convencidos pelo Espírito Santo, precisam de ajuda para fazer sua decisão.
Muitos têm dúvidas, temores e dificuldades internas. Nessas horas, uma palavra de
encorajamento da parte de Deus é decisiva. Há pessoas que nunca entraram num
templo. Acham tudo estranho. Uma voz amiga vence tais barreiras. Quantos
milhares de pecadores fizeram sua decisão porque alguém os conduziu à frente.
Não convém insistir demais nem também forçar. Deixe o Espírito Santo dirigir as
coisas. Muitas almas se extraviam por falta de uma palavra amiga, portanto, dê
atenção pessoal a elas. Nos cultos ao ar livre, o trabalho pessoal com os
circunstantes é valiosíssimo. Muitos frutos têm sido colhidos assim.
3.2. Nos lares
O lar pode ser o nosso. Muitas vezes o campo de trabalho não é o interior do país
nem o exterior, mas a nossa própria casa, isto é, pais, irmãos, filhos, parentes. Jesus
disse que o campo é o mundo (Mt 13.38); ora, o mundo começa à nossa porta. Os
crentes primitivos evangelizavam de casa em casa (Mc. 5.19; At 5.42; 20.20). Muitas
grandes igrejas de hoje, começaram em casas particulares. O lar foi a primeira
instituição divina, e Deus tem em mira a salvação de todos no lar (Gn 19.12; Êx 12.3;
Js 6.23-25; Al 11.14; 16.31).
3.3. Em público
Aqui, há muitos locais a considerar. O apóstolo Paulo pregou em praças (At 17.17).
À beira de rios (At 16.13). Na parábola das bodas, o Senhor Jesus fez menção disso
(Lc 14.21). Há pessoas de tal temperamento e formação; de tais superstições e preconceitos,
que jamais entrarão num templo evangélico. Muitas vezes há também
proibição. Tais pessoas só poderão ser atingidas pelo evangelismo pessoal em
público. Evangelizar é ir ao encontro do povo. Jesus não disse: “Venha todo o povo
ouvir a pregação do Evangelho”, mas, “Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a
toda a criatura”.
3.4. No trabalho (indústrias, profissões particulares, etc.)
Jesus chamou vários discípulos quando ocupados em seus trabalhos habituais
(Mt 9.9; Mc 1.16-19). O grande evangelista D.L. Moody foi salvo quando trabalhava
no interior duma sapataria. Há ocasiões em que a melhor maneira de falar de Jesus
em .tais lugares é através da própria vida, vivendo diante dos patrões, empregados e
colegas como um verdadeiro filho de Deus, deixando a luz brilhar nas trevas. Uma
vida assim atrai os outros para Cristo. “A única Bíblia que muitas pessoas lêem é a
vida de um crente” (D.V. Hurst). É como se fosse o “Evangelho Segundo Fulano de
Tal”.
É preciso prudência para falar nos locais acima mencionados, de modo que não haja
violação de rotinas, quebra de instruções, etc. A hora de almoço e. o tempo de
descanso podem ser as ocasiões apropriadas. Não é preciso um sermão. Muita
gente pode ser alcançada em público: barbeiros, ascensoristas, engraxates,
comerciantes, comerciários, empregados em geral, balconistas etc. O irmão R.A.
Torrey dava cinco características de uma boa oportunidade em público. Ei-las: –
Quando a pessoa está só
- Quando desocupada
- Quando de bom humor
- Quando comunicativa
- Quando em atitude séria.
3.5. Nos transportes em geral (trens, navios, aviões, ônibus, etc)
Em viagem, normalmente as pessoas estão dispostas: gostam de conversar e ler.
Outras ficam apreensivas. O transporte em que viajamos diariamente pode ser o
meio de ganharmos muitas almas para o reino de Deus. Peça, irmão, ardentemente
ao Senhor que o dirija a falar aos pecadores. Às vezes, quando não é possível falar,
podemos entregar um folheto apropriado. (Quanto a isto, estudaremos mais
adiante.)
3.6. Nas instituições públicas (hospitais, prisões, abrigos, penitenciárias,
institutos, etc)
Aqui, a primeira providência é obter a devida permissão para o serviço que se
pretende fazer. É um ato nobre e cristão levar alegria e prazer aos internos de tais
instituições. Muitos deles, dali não voltarão mais ao convívio dos seus. A única
oportunidade que terão de ouvir o Evangelho será pelo testemunho pessoal, pelo
rádio ou pela página impressa. “Estando enfermo e na prisão, não me visitaste” (Mt
25.43).
Paulo ganhou o carcereiro dentro da prisão (At 16.23,24). Há pessoas que em são
estado de saúde e em plena liberdade, jamais ouviriam o Evangelho, mas nas
instituições de internamento podem ouvir de boa mente. O campo é vasto nas
organizações deste tipo. Milhares têm aceitado Cristo nas prisões, sanatórios,
abrigos, etc. Outros estão a espera que alguém lhes leve a mensagem da salvação.
(Lede Hb 13.3.)
3.7. Aproveitando as ocasiões
Pessoas atingidas por infortúnios, desgraças, catástrofes, etc, ouvindo do poder
salvador de Cristo, poderão render-se a Ele. Quando uma pessoa acha-se no centro
de tais acontecimentos, esvaem-se-lhe a vaidade, o egoísmo, os pontos de vista, os
preconceitos, etc. Numa situação assim, o Evangelho deve ser indicado como a
felicidade eterna.
Há pessoas que em situações normais não dão qualquer importância ao assunto da
salvação, mas atingidas pela adversidade, tornam-se receptivas. Muitos têm sido
salvos em tais circunstâncias. Por exemplo: ali está um homem morrendo sem salvação.
Ele treme ao enfrentar a eternidade sem Deus. Em tais momentos o
testemunho de Jesus pode ser vital e decisivo. Quantos já estão na glória, tendo
sido salvos nos últimos momentos de vida? O malfeitor ao lado de Cristo, foi salvo
assim (Lc 23.42,43). Momentos de decisões importantes também são ocasiões
próprias para se falar de Jesus.
4. COMO DEVEMOS EVANGELIZAR
Para começar, o ganhador de almas tem de ter experiência própria da salvação. É
um paradoxo alguém conduzir um pecador a Cristo, sem ele próprio conhecer o
Salvador. Isto é apontar o caminho do Céu sem conhecê-lo. Quem fala de Jesus
deve ter experiência própria da salvação. (Ver Sl 34.8 e 2 Tm 1.12.)
4.1. O uso da Palavra de Deus e seu estudo constante (2 Tm 2.15)
Este é um dos fatores do crescimento espiritual e da prática de ganhar almas.
Estando nosso coração cheio da Palavra de Deus, nossa boca falará dela
(Mt 12.34). É evidente que o ganhador de almas precisa de um conhecimento prático
da Bíblia; conhecimento esse, não só quanto à mensagem do Livro, mas também
quanto ao volume em si, suas divisões, estrutura em geral, etc. Sim, para ganhar
almas é preciso “começar pela Escritura” (At 8.35).
Aquilo que a eloqüência, o argumento e a persuasão humana não podem fazer, a
Palavra de Deus faz, quando apresentada sob a unção do Espírito Santo. Ela é qual
espelho. Quando você fala a Palavra, está pondo um espelho diante do homem.
Deixe o pecador mirar-se neste maravilhoso espelho! Assim fazendo, ele aborrecerá
a si mesmo ao ver sua situação deplorável.
Está escrito que “Pela lei vem o conhecimento do pecado” (Rm 3.20). Através da
poderosa Palavra de Deus, o homem vê seu retrato sem qualquer retoque, conforme
Is 1.6. No estudo da obra de ganhar almas, há muito proveito no manuseio de livros
bons e inspirados sobre o assunto. Há livros deste tipo que focalizam métodos de
ganhar almas; outros focalizam experiências adquiridas, o desafio, o apelo e a
paixão que deve haver no ministério em apreço. A igreja de Éfeso foi profundamente
espiritual pelo fato de Paulo ter ensinado a Palavra ali durante três anos, expondo
todo o conselho de Deus (At 20.27-31). Em Corinto ele ensinou dezoito meses (At
18.11). Veja a diferença entre essas duas igrejas através do texto das duas epístolas
(Coríntios e Efésios).
4.2. Uma vida correta
Paulo evangelizando pessoalmente a Félix, o governador da Judéia, disse: “Procuro
sempre ter uma consciência sem ofensa, tanto para com Deus como para com os
homens” (At 24.16). A consciência nos seus dois lados – para com Deus e para com
os homens – deve estar limpa. Muitos crentes têm sido desaprovados por Deus por
falharem nesta parte. Trabalham à toda força e frutos não há. Perguntam: “Por que
não há frutos no meu trabalho?” As Escrituras respondem em Is 52.11. Davi compreendia
que o pecado é um impedimento à conversão dos pecadores (Sl 51.2-13).
Consideremos aqui os seguintes textos:
- 1 Pe 1.15 – Aqui a santidade é requerida em todas as maneiras de viver.
- Fp 1.27 – Mostra que a nossa conduta deve ser conforme o Evangelho.
- Rm 12.1,2 – O ensino aqui é que não devemos ter uma vida conformada com o
mundo. O povo de Deus deve caminhar o mais possível distante do mundo.
Certo patrão estava examinando um grupo de motoristas, a fim de selecionar um
deles para ficar como empregado de sua firma. A certa altura do teste, surgiu a
seguinte pergunta dele: “Se vocês fossem por uma estrada, beirando um precipício,
qual seria a menor distância a que chegariam da beira do abismo, respeitando os
limites de segurança?” Os motoristas querendo demonstrar habilidade e experiência,
foram dizendo: “um metro”, “menos de um metro”, “meio metro”. Nenhuma resposta
agradava o patrão até que um deles disse: “Eu caminharia tão longe quanto possível
do precipício”. Este candidato foi aceito para o emprego. Assim deve ser também na
vida espiritual… O descrente não lê a Bíblia, mas lê a vida do crente, que de fato
deve ser uma Bíblia aberta! (2 Co 3.2).
4.3. Aprendendo com o supremo ganhador de almas – Jesus (Mt 4.19)
Em sacrifício, amor, serviço e métodos na obra de ganhar almas, Jesus é o nosso
perfeito exemplo. Entre os diversos casos de evangelização pessoal do Senhor
Jesus, abordaremos um – o da mulher samaritana, em João cap.4. Se seguirmos os
passos de Jesus para ganhar a samaritana, muito aprenderemos quanto à
evangelização pessoal. Em seu ministério, inúmeras vezes Jesus pregou a milhares
de ouvintes; entretanto, um dos seus mais belos sermões – o de João cap. 4 -, foi
proferido perante uma só alma. Isto revela também a importância do testemunho
pessoal. Noutra ocasião, Jesus dirigiu um extenso estudo bíblico para dois
discípulos (Lc 24.27).
Sigamos, pois, os passos do Senhor ao ganhar a samaritana:
4.3.1.Ter amor, espírito de sacrifício (vv. 4,6,8). O v.4 fala de sacrifício; o v.6, de
cansaço; e v.8, de necessidade (fome). Tudo por causa duma alma perdida. É
interessante notar que Jesus estava cansado da viagem (v.6), mas não do trabalho.
O ganhador de almas deve estar possuído de ardente amor e compaixão pelos
perdidos. O apóstolo Paulo tinha a mesma paixão (Rm 9.2,3).
4.3.2.Ir ao encontro do pecador (v.5). Notai como o Senhor Jesus foi do geral ao
particular: primeiro, à província de Samaria (v.4), depois à cidade de Sicar (v.5), e
por último à fonte de Jacó, para onde a mulher deveria vir (v.6). Jamais deveremos
esperar que os pecadores venham ao nosso encontro. Jesus mostrou, em Mt 4.19,
que a obra de ganhar almas é comparada a uma pescaria espiritual. O pescador
tem de colocar-se no local da pesca, se quiser apanhar peixes. Noutras passagens
da Bíblia encontramos o mesmo ensino, como em Lc 15.4. O profeta Ezequiel,
conduzido pelo Espírito Santo, foi até os cativos do seu povo e sentou-se entre eles
(Ez 3.14,15).
4.3.3.Paciência (v.6). Diz o texto: “Assentou-se”. Assim fez, esperando pelo
pecador. (Ler At 17. 2.)
4.3.4.Entrar logo no assunto da salvação (v. 7).
Há sempre uma porta aberta para se falar da salvação. No caso da samaritana, o
assunto do mo mento era água e sede, e logo Jesus falou da água da vida que sacia
a sede da alma. Vemos um caso idêntico em Atos capítulo 8. Aí o assunto era leitura
e logo o servo de Deus iniciou a conversa com uma pergunta também sobre leitura
(v.30). Em João, capítulo 2, quando Jesus conversava com Nicodemos, talvez
soprasse uma brisa, e logo Ele usou o vento como figura (v.8).
4.3.5.Ficar a sós com quem está falando (v. 8).
Quando alguém estiver falando com um pecador a respeito da salvação, evite
perturbá-lo, a me nos que seja convidado.
4.3.6. Deixar os preconceitos raciais ou sociais (vv.9,10). Jesus veio desfazer
todas as barreiras que impedem a perfeita relação entre Deus e o homem, e entre
este e seu semelhante. Os preconceitos têm causado grandes males na sua ação
destruidora de separar, ao passo que Jesus veio unir (Ef 2.11-22).
4.3.7. Não se afastar do assunto da salvação (vv.9-13). No v.9, a mulher alega
o problema do preconceito. No v.12, Jesus volta ao assunto inicial: água, mas agora
água da vida. Nos w.11,12, a mulher apresenta dificuldades. Nos w.13,14, Jesus
volta ao assunto inicial: salvação. Resultado: no v.15 já
há na pecadora um certo grau de interesse.
4.3.8.Fazer ver ao ouvinte que ele é pecador (v.16). Jesus sabia que a samaritana
não tinha marido, mas para motivar uma declaração dela, disse-lhe: “Chama o teu
marido e vem cá”. Muitos pecadores não se podem salvar porque não querem
reconhecer que são pecadores e muito menos perdidos.
4.3.9. Não atacar defeitos, nem condenar (v. 18).
Isto não quer dizer que vamos bajular alguém ou concordar com sua vida ímpia e
pecaminosa.
4.3.10. Evitar discussão (vv.20-24). Não permitir que a conversa degenere em
discussão. No v.20, a mulher aponta o fato de os judeus desacreditarem na religião
dos samaritanos. É costume também o pecador apontar falhas nas igrejas e nas
vidas de certas pessoas crentes. Isto mostra que tais ouvintes, em lugar de olhar
para Cristo, estão atrás de igrejas e pessoas. O alvo perfeito é Cristo
(Hb 12.2).Crentes errados darão conta de si mesmos (Rm 14.12).
Diz uma autoridade em Relações Humanas: “Você nunca vencerá uma discussão.
Se perder, perdeu mesmo, e se ganhar perdeu também, porque um homem
convencido contra a vontade, conserva sempre a opinião anterior. Quem perde
numa discussão fica ferido no seu amor próprio”.
4.3.11. O sexo influi, às vezes (v.27). O ideal é falar com pessoas do mesmo sexo,
sem contudo fazer disso uma lei. É provável que se uma mulher falasse à
samaritana, talvez não prendesse tanto a sua atenção.
Outros exemplos de Jesus evangelizando pessoalmente:
a) Jesus e Nicodemos (Jo 3.1-21).
b) Zaqueu, o publicano (Lc 19.1-28).
c) O cego Bartimeu (Mc 10.46-52).
d) O malfeitor na cruz (Lc 23.39-43).
e) O doutor da lei (Lc 10.25-37).
f) O jovem rico (Mt 19.16-30).
g) A mulher adúltera (Jo 8.1-11).
h) A mulher enferma (Mc 5.25-34).
i) A mulher siro-fenícia (Mc 7.24-30).
j) O paralítico de Cafarnaum (Mc 2.1-12).
4.4. Ser cheio do Espírito Santo •
Nos negócios puramente humanos, o homem pode ter êxito e promover o progresso.
Isto acontece nas construções, nas indústrias, no comércio, na arte, nas ciências,
etc, mas no tocante à obra de Deus, só pode de fato haver avanço quando ela é
acionada pelo Espírito de Deus. Ele é que comunica vida. Quando o trabalho do
Senhor passa a ser dirigido exclusivamente pelo homem, torna-se em organização
mecânica, fria e estéril. A Igreja de Deus, quando dinamizada pelo Espírito Santo, é
de fato um organismo vivo, que cresce sempre para a glória de Deus. A ordem de
Jesus à Igreja para pregar o Evangelho está intimamente ligada à ordem para
receber o poder do alto, como se vê em Lc 24.49; At 1.8. O poder de Deus faz a
diferença. O apóstolo Pedro, fraco e tímido antes do Pentecoste, tornou-se coluna,
após o revestimento de poder.
Todo o crente nascido de novo tem em si o Espírito Santo (1 Co 3.16), mas o poder
glorioso para o testemunho e serviço de Cristo, vem com toda plenitude aos servos
batizados com o Espírito Santo (At 1.4,5,8; 2.1-4). Após o crente ter sido cheio do
Espírito Santo é preciso permanecer cheio sempre (Ef 5.18). Aí não se trata de um
convite divino, mas de uma ordem.
4.5. É preciso orar sempre (Ef 6.18,19)
A oração abre portas e remove barreiras. Ela é o meio de comunicação com Deus. A
Igreja nasceu quando em oração, e é nesse ambiente que ela cresce e se
desenvolve (At 1.14). Pedro estava orando quando Deus o usou para a salvação de
Cornélio, seus parentes e amigos (At 10). (Ver Sl 126.6; At 20.31.) É mais fácil falar
ao pecador sobre Deus, depois que falamos com Deus sobre o pecador…
4.6. Fé na operação da Palavra de Deus.
Quando falamos a Palavra de Deus, precisamos confiar no seu autor. À nós crentes
compete anunciar a Palavra; a Deus, operar. Aquele que disse “I-de por todo o
mundo”, também disse “Eis que estou convosco”. Devemos falar a Palavra com
plena convicção de que é o poder de Deus para salvação de todo o que crê (Is
55.11; Rm 1.16). Há pecadores que aceitam a mensagem da salvação com toda a
simplicidade, outros não. Se o irmão está procurando levar uma alma a Cristo, nunca
desanime. Certo irmão sueco orou 50 anos para Jesus salvar determinada pessoa, e
viu-a aceitar o Salvador. O Dr. R. A. Torrey, célebre ganhador de almas, orou 15
anos por uma pessoa, e esta veio a crer em Jesus. Os homens que conduziam o
paralítico de Lucas cap.5 só conseguiram chegar à presença de Jesus, subindo ao
eirado, o que não era muito fácil. Mas não desanimaram. Isto é perseverança. Às
vezes é preciso um esforço assim. Qualquer caso, mesmo os piores, acham solução
no Senhor Jesus. Para Deus nunca houve impossíveis. Ele é especialista nisso!
Portanto, é preciso anunciar a Palavra com plena confiança na sua divina ação.
Quando você estiver falando de Jesus, ore em espírito para que Deus honre a
Palavra dele e manifeste o seu poder salvador.
4.7. É preciso amor
Fé e amor andam juntos na evangelização. Quaisquer outros recursos serão meros
paliativos, como relações humanas, sociologia etc. Jesus foi a personificação do
amor. Ele salvou os pecadores amando-os até o fim (Jo 13.1). Sua posição ao morrer
de braços abertos na cruz é a expressão máxima do amor. Ali, num gesto de
infinito alcance, Ele uniu os dois povos com seus braços acolhedores (judeus e
gentios).
4.8. A apresentação pessoal
Cuide disso. Sua aparência é importante, como é importante a mensagem que você
leva. Deus pode usar quem Ele quiser e o que Ele quiser, até uma queixada de
jumento, como no caso de Sansão, mas quanto à sua aparência pessoal, irmão, fica
a seu critério. Cuide de sua apresentação, mas sem exagero. Roupa passada,
gravata no lugar, limpeza geral, inclusive das unhas; barba bem feita, cuidado com o
hálito. O traje deve ser modesto, decente e de bom gosto. Um traje mundano, imoral
e indecente não é próprio do cristão; pode atrair o povo, mas não para Cristo. Não
permita que seu traje seja motivo de atração para os ímpios, desviando, assim, a
atenção a Cristo. Diz a Palavra de Deus no Sl 103.1: “Tudo o que há em mim
bendiga o seu santo nome”.
4.9. O uso da fala (1 Co 14.9)
Ao ler a Bíblia ou falar ao pecador, procure evitar solecismos prosódicos,
observando a pronúncia correta das palavras, o que inclui todas as suas letras. Evite
o pedantismo a todo o custo, porque logo será descoberto. Pedantismo é falsa
cultura. Na pronúncia da língua portuguesa atente para a acentuação, entonação e
pontuação. Uma dicção exata impõe-se e dá destaque. Jesus certamente observava
bem estas regras. O correto emprego das palavras é também muito importante. Por
exemplo, nunca dizer “verso” em lugar de “versículo”, quando referir-se às divisões
dos capítulos da Bíblia o certo é “versículo”.
Jesus ensinou seus discípulos a orar, mas não a pregar, porque aprender a falar e
pregar é tarefa nossa. Jesus unge a mensagem e opera por meio dela. Por meio da
oração buscamos o Senhor para que Ele inspire e ilumine a pregação. O que é para
o homem fazer. Deus não executa. (Ver Jo 11.39.) Um auxiliar valioso para a grafia
e pronúncia correta dós nossos vocábulos é o “Vocabulário Ortográfico da Língua
Portuguesa”, edição de 1981.
O meio ambiente de pessoas cultas também influi poderosamente na boa formação
lingüística e cultural. O apóstolo Paulo nunca desprezou os livros (2 Tm 4.13). É de
grande valor o estudo de bons livros, como concordância, dicionários, gramáticas,
manuais doutrinários, etc.
4.10. O manuseio prático da Bíblia
É muito importante o pleno desembaraço no manuseio do volume sagrado. Isto
significa saber onde estão as passagens necessárias e localizá-las no volume
sagrado com rapidez. É imperioso conhecer a abreviatura de cada livro. Como já foi
dito, este curso de evangelismo pessoal adota o sistema mais simples de abreviar os
livros da Bíblia: apenas duas letras para cada livro, sem ponto abreviativo.
Há outros sistemas, mas esse é o mais simples.
Nunca cite um versículo incompleto ou de maneira duvidosa. Isso compromete.
Também nunca acrescente ou subtraia palavras do texto bíblico, mutilando-o.
Quanto a isso. é bom atentar para a advertência de Dt 4.2; 12.32; Pv 30.5,6; Ap
22.18,19. Neste curso temos de memorizar muitos textos da Palavra de Deus. Se
isso parecer difícil ou impossível, lembremo-nos de Fp 4.13.
4.11. O uso de folhetos e literatura em geral
Nunca distribua nada sem primeiro ler para si. Há um provérbio que diz: “Nem tudo
que brilha é ouro”. Ande sempre munido de porções impressas da Palavra de Deus:
folhetos, revistas, Novos Testamentos. Bíblias completas ou porções dela. Há
ocasiões em que não se pode falar nem ingressar em determinados lugares, mas a
Palavra de Deus pode fazer tudo isso. Milhares já foram salvos pela mensagem
impressa. Distribua a mensagem conforme a situação do momento.
O agricultor, quando semeia, escolhe a semente antes de lançá-la ao solo; ele assim
faz porque os terrenos são diferentes. Também se pode evangelizar por meio de
cartas pessoais. Neste caso, as cartas devem sempre ser manuscritas, a fim de
conduzir o toque pessoal. Na Bíblia temos muitas mensagens em forma epistolar.
5. RESULTADO DE EVANGELIZAR
Aqui estão algumas das bênçãos resultantes da evangelização pessoal:
5.1. Crescimento da obra do Senhor Quem ganha almas está ajudando a edificar
a Igreja. Ela na Bíblia é comparada a um edifício que se completa pela edificação. A
igreja no seu início, cresceu depressa porque os crentes evangelizavam sem cessar.
Isto é visto nos primeiros oito capítulos do livro de Atos, que é o livro histórico da
Igreja. Uma igreja local que possui um grupo de crentes cheios de zelo e paixão
pelas almas crescerá
sempre. E se toda uma igreja for despertada para evangelizar o crescimento será
tal, que despertará uma região, um estado, um país e mesmo o mundo.
5.2. Maior paixão pelas almas
Isso tem acontecido com os servos de Deus através dos tempos. Por exemplo,
Paulo – o grande ganhador de almas, após 25 anos de labor constante, sua paixão
pelos perdidos era tal, que exclamou certa vez: “Tenho grande tristeza e contínua
dor no meu coração. Porque eu mesmo poderia desejar ser separado de Cristo, por
amor de meus irmãos” (Rm 9.2,3). Tal amor e paixão pelos perdidos não encontra
palavras para descrever-se.
5.3. Fortalecimento na fé
Nossa fé é fortalecida quando testemunhamos Deus cumprir sua Palavra. É
maravilhoso e edificante ver como Deus cumpre o que está escrito no que tange à
salvação das almas, quando as condições exigidas por Ele são satisfeitas. Paulo dizia
com confiança nesse sentido: “Não me envergonho do evangelho” (Rm 1.16).
Isto significa que por onde quer que ele falasse a Palavra, Deus confirmava a
pregação com salvação de pecadores e demais bênçãos.
5.4. Estímulo a outros irmãos
A prática de ganhar almas e as bênçãos daí decorrentes estimulam outros a se
renderem ao Senhor para que Ele os use de igual modo. Crentes inflamados pela
salvação dos pecadores transmitem influência aos descuidados e indiferentes.Tendo
apreciado o porquê, quando, onde, como e os resultados da evangelização dos
pecadores, pecamos a Deus que nos revele e ajude a deixar tudo aquilo que impede
a nossa participação efetiva na evangelização das almas perdidas, e que Ele
derrame sobre nós o seu Espírito, dotando-nos, assim, de poder para a tarefa de
evangelizar e ganhar os perdidos para Ele. Que Ele nos faça homens e mulheres
segundo o seu coração.Você, irmão, está sinceramente disposto a orar assim? Oh!
que Deus desperte seu povo enquanto é tempo de falar aos perdidos, do seu amor e
da sua salvação, antes que entrem no Inferno!
QUESTIONÁRIO
1. Cite três razões por que devemos evangelizar, conforme o estudo do presente
capítulo. Dê referências bíblicas.
2. Cite duas razões por que devemos evangelizar agora, conforme o estudo do
presente capítulo.
3. Cite cinco lugares onde podemos ganhar almas individualmente.
4. Cite as cinco primeiras divisões do ponto “como devemos evangelizar”.
5. Cite três exemplos de Jesus evangelizando individualmente.
6. Qual o capítulo inteiro da Bíblia (por nós focalizado), onde Jesus aparece
evangelizando um pecador.
7. Cite mais três exemplos de Jesus evangelizando pecadores individualmente,
conforme foi estudado.
8. Cite três resultados da evangelização pessoal dentre os estudados.
3
Como entrar no
assunto da Salvação
Com que palavras ou de que maneira podemos nos dirigir ao pecador, ao iniciar o
assunto da salvação? Há quatro fatores que determinam isto:
1. O tempo disponível
2. O local
3. As circunstâncias
4. Os tipos de pessoas
A melhor maneira de aprender a entrar no assunto é praticando. O maior erro de
todos é deixar passar a oportunidade e não tratar do assunto da salvação.
Estudemos um por um, os quatro fatores que determinam a entrada no assunto da
salvação:
1. O TEMPO DISPONÍVEL
1.1. Quando há muito tempo Havendo muito tempo, é mais interessante e
proveitoso travar primeiro conhecimento e ganhar a confiança da pessoa, antes de
entrar no assunto. Isto levará pouco tempo. Seja como for, é bom atender para Tg
4.14.
1.2. Quando há pouco tempo
Num transporte na cidade ou em situação semelhante, em que o tempo é reduzido,
e provavelmente não veremos a pessoa outra vez, o melhor é entrar logo no
assunto. Às vezes o próprio pecador, ao mencionar um acontecimento, fornece o
tema para a entrada no assunto. É melhor entrar no assunto assim, de modo natural,
do que nós mesmos darmos origem.
1.3. Quando há um mínimo de tempo
Em situações em que não é possível falar senão algumas palavras, pode-se dar
início ao assunto por meio dum folheto, jornal ou porções das Sagradas Escrituras.
Quantos têm sido salvos por meio da página impressa, e, de modo especial, as
Escrituras? Os folhetos deverão levar o carimbo com endereço da igreja. Devem ser
examinados primeiro.
É evidente que em qualquer desses casos é preciso orar e ter a direção do Espírito
Santo. Deus tem interesse nesse tipo de trabalho e nos conduzirá devidamente.
Nunca, irmão, perca a oportunidade, mesmo tendo um mínimo de tempo. Os fatos
revelam que em cada minuto que passa, pessoas morrem sem salvação! Isto dá
9.000 por hora e 216.000 por dia.
2. O LOCAL
Exemplos:
2.1. Passando próximo a festas e outros locais de diversão
Mostrar que a vida aqui é passageira e que breve estaremos na presença do nosso
Criador. O mundo passa e seus prazeres também. Ao findar a vida aqui, iremos
prestar contas a Deus. O gozo terrestre é efêmero. Textos: Ec 11.9; 12.1; Jo 14.17;
Rm 14. 12; Tg 4.4; 1 Jo 2.15-17.
2.2. Num hospital, ou local semelhante
Podemos entrar no assunto falando do Médico Divino que cura a doença da alma –
o pecado pior, sem comparação, do que a doença do corpo. Mostrar que o preço
dessa cura Ele já pagou por nós. Textos: Sl 103.3; Is 53.5; Mt 6.33; Lc 5.17-26.
2.3. Na igreja, na hora do culto
Podemos convidar, conduzir à frente, etc. Numa hora dessa devemos ter toda
prudência para não perturbar o culto nem o pregador. Uma pergunta muito
costumeira é: “O Sr. já pensou em aceitar Jesus como seu Salvador?” Nunca se
deve perguntar “O Sr. já é crente?” Uma pessoa pode ser crente em vários sentidos.
Outra coisa que podemos fazer durante o culto é orar pelo pregador e pelos
pecadores, para que Deus opere em ambos. Na hora do apelo, muitos não têm
coragem de se manifestarem, apesar de sentirem a chamada de Deus para a
salvação. Numa hora dessas, Deus pode guiar-nos a tais pessoas e ajudá-las, assim
como dirigiu o evangelista Filipe na estrada deserta de Gaza. Para que Deus nos
use assim, é preciso estarmos conforme Is 6.8b.
3. AS CIRCUNSTÂNCIAS
As circunstâncias e fatos do momento à nossa volta servem para introduzir o
assunto da salvação. Exemplos:
3.1. A natureza ao redor, isto é, montanhas, mar, céus. Podemos começar
declarando que Deus fez isso para a sua glória e para o bem do homem
(Gn 1.26,28; Sl 19.1).
3.2. A falta de tempo que todo mundo reclama. Podemos começar declarando
que Deus deve ter toda prioridade do nosso tempo, e que o assunto da salvação não
deve ser adiado, porque quando Ele nos chama para a outra vida, não podemos
dizer não. Textos: Is 55.6; Jr 8.20; Am 4.12; Mt 25.10-12.
3.3. Se o assunto é o espantoso progresso da Ciência, podemos começar
dizendo que isto é sinal do fim dos tempos, segundo a Palavra de Deus. Textos: Dn
12.4; Lc 21.11.
3.4. As catástrofes que acontecem cada vez mais amiúde aqui e ali, como tufões,
inundações, terremotos, epidemias, etc. Também são sinais do fim e avisos de
Deus, dado o aumento do pecado na face da terra. Textos: Jl caps. 1 e 2.
3.5. O estado de tensão, guerra fria (e quente), inquietação, levantes, greves,
tumultos pelo mundo afora. Perigos de guerra atômica e suas conseqüências
imprevisíveis. Podemos falar de Cristo – o abrigo seguro e eterno contra todos os
perigos e incertezas. Textos: Sl 91; 94.22; 121; Jo 14.1. Podemos mostrar que a paz
vem pela justiça (Is 32.17).
3.6. Em ambiente de tristezas e dificuldades, podemos afirmar que, para os fiéis
do Senhor, isso
breve findará e entrarão no gozo eterno com o mesmo Senhor. Textos: Rm 8.18-23;
Ap 7.15-17.
3.7. Em caso de morte ou falecimento, podemos afirmar que para os que estão
com Cristo, a morte é o outro lado da vida – e de uma vida melhor. Textos: Jó
19.25,26; Lc 16.22,23; Fp 1.21-23.
3.8. Em caso de morte repentina, inesperada, podemos falar sobre a necessidade
de se estar preparado para encontrar o nosso Criador a qualquer instante. Textos: 1
Sm 20.3; Am 4.12; Mt 25.10; Lc 12.20.
3.9. Se o assunto é política em geral, podemos falar do Rei dos reis e Senhor dos
senhores, que em breve reinará com justiça e paz perfeita. Textos: Is 9.6; 11.1-9; Jr
23.5; Lc 1.32,33; Ap 19.15,16.
4. OS TIPOS DE PESSOAS
São três os tipos ou classes de pessoas com que temos de tratar:
- Não-crentes
- Crentes
- Desviados
Estes tipos ou classes de pessoas são um dos fatores que determinam a maneira de
entrarmos no assunto da salvação. Vejamos cada um.
4.1. Os não-crentes
4.1.1. Os que não conhecem o Evangelho. Se são pessoas sinceras, brandas,
gentis e que sinceramente desejam ser salvas, use o “Plano da Salvação” no
capítulo seguinte deste curso. Mais alguns textos: Is 55.6; Jo 7.37; Hb 7.25; Ap 22.7.
Se são pessoas indiferentes, despercebidas, desinteressadas, cheias de desculpas,
zombeteiras, religiosas ou opostas à religião, podemos começar mostrando-lhes
que:
- A vida pecaminosa conduz à condenação eterna. Textos: Mt 7.22,23; Rm 6.23; 1
Co 6.9,10; Ap 21.8.
- Que Deus os ama apesar de seus pecados. Milhões de descrentes fogem do
Evangelho porque ficam convencidos de que Deus não os ama, antes os odeia.
Sabemos que isso procede do Diabo. Se qualquer ser humano perguntar “Deus me
ama?”, Deus responde apontando para seu Filho morrendo no Calvário por todo
mundo. Textos: Jo 3.16; Rm 5.8.
- O resultado final de persistir no pecado. Podemos ver isso em Rm 2.4,5; 6.23; Tg
1.15.
4.1.2. Os que conhecem o Evangelho, isto é, conhecem, mas não sáo salvos. São
os freqüentadores de igrejas; os que têm o Evangelho apenas como uma religião e
nada mais. São crentes nominais. Precisam levar a sério Lc 13.3; Jo 3.5; At 3.19.
Neste grupo estão os filhos de crentes, bem como pessoas nascidas e criadas em
ambiente ou lar cristão, mas não nascidas de novo. Não sabem se estão salvas.
Sabe o leitor se está salvo mesmo? (1 Jo 5.19). Para tratar com uma pessoa assim,
que conhece o Evangelho mas não é convertida, é mais interessante fazer primeiro
amizade com ela e ganhar sua simpatia, e, então, com intimidade, falar da salvação
de sua alma. Isto tem aplicação especial aos filhos de crentes, não convertidos.
Normalmente, pessoas como as que acabamos de mencionar costumam dizer,
quando alguém lhes fala do Evangelho: “Conheço a Bíblia, a igreja e os crentes, e
quando eu quiser, serei crente”. Outras se aborrecem, retiram-se ou procuram evitar
que alguém lhes fale do Evangelho. Por isso, é melhor conquistar primeiro sua
simpatia antes de falar-lhes.
4.2. Os crentes
O evangelismo pessoal entre crentes salvos tem aspecto um pouco diferente. É tãosomente
assistência e auxílio espiritual através das Escrituras. Mais uma vez é
preciso conhecermos devidamente o Livro Sagrado para que o Espírito Santo use o
texto que Ele quiser. Isso pode acontecer de várias maneiras.
Às vezes o crente enfrenta lutas, provações, sofrimentos, tentações, correções, etc.
São casos como o de José, o filho de Jacó; os de Jó, Jeremias, Paulo, Abraão e
muitos outros. Ao visitarmos um crente assim, não é um texto qualquer que vamos
ler, mas o adequado para o caso. A Bíblia tem mensagens para cada caso, seja qual
for. Conhecendo a Bíblia e agindo na dependência do Espírito Santo, tudo nos irá
bem. Há pessoas que, ao verem qualquer adversidade na vida dum servo do
Senhor, a única coisa que sabem dizer é que há pecado ou que ele está pagando o
que deve. Observe a gentileza de Jesus para com os sofredores em Mt 12.20.
Adiante trataremos mais a fundo dos textos apropriados para tais circunstâncias,
mas aqui estão alguns: Sl 50.15; 72.12-14; 91.15; Jo 16.33; Fp 1.2; Cl 1.24; 1 Pe
1.6,7; 5.8-10. Observe o conforto que Jônatas levou a Davi, em 1 Sm 23.16.
4.3. Os desviados
Estes são os que, uma vez salvos, deixaram o caminho do Senhor. Se eram
membros da igreja, foram disciplinados. Nessa situação, ficam sem comunhão com
a igreja. Se não eram membros, estão sem comunhão com o Senhor da mesma
maneira. Pode haver casos de exclusão ilegal, como em 3 Jo vv. 9,10.
Para tratar com tal classe de pessoas, é de muita importância procurar saber
primeiro a causa de se desviarem. Aqui estão alguns dos motivos:
a. Não terem recebido a devida orientação espiritual (Ez 34.5,6).
b. Manterem amizade e comunhão com incrédulos (2 Cr 19.2; 1 Co 15.33; 2 Co
6.12-17; Tg 4.5).
c. Vida espiritual superficial (Lc 8.13). Crentes assim, ofendem-se por qualquer
coisa; aprendem a se queixar de tudo, e escandalizam-se ao verem maus exemplos
ou quando fatos e acontecimentos transcendem sua compreensão. Exemplo: At
7.52, 60; 12.2.
d. Desobediência consciente à Palavra de Deus (Pv 4.6). Se isso continuar, a queda
não demorará muito. A desobediência cega a visão espiritual. Um crente assim, vê o
mal nos outros, mas não o vê em
si próprio.
e. Exaltação ao ser abençoado, e esquecimento de Deus. Há muitos que, ao serem
abençoados nos negócios e nas coisas materiais, atribuem tudo isso aos seus
esforços e capacidade, e não à bênção de Deus. Exemplo: o rei Uzias (2 Cr 26.14-
16).
f. Viver vazio e seco espiritualmente. Uma casa, sem habitantes, logo se torna abrigo
de insetos, ani mais e sujeira. O mesmo acontece com a vida espiritual. O Diabo
sempre tem material para encher
quem anda vazio. Há um provérbio que diz: “Uma vida vazia é oficina do Diabo”.
(Lede Lc 11.24 e Ef 5.18.)
g. Falta de discernimento e percepção espiritual. Exemplo: Jo 6.66-69.
h. Encanto, admiração e apego pelo mundo e suas coisas pecaminosas (Tg 4.4-6; 1
Jo 2.15; 5.19).
Quanto aos desviados, há duas classes: Os que têm saudade, desejam voltar, oram
e ficam comovidos quando se lhes fala a Palavra de Deus, enfim, continuam com a
mensagem do Evangelho no coração. Nesse grupo estão os melindrados,
queixosos, feridos, escandalizados, para os quais necessitamos muita graça, tato e
paciência para tratar com eles. (Vide Pv 18.19.) Para desviados como os acima descritos
podemos mostrar:
1) O caminho de volta para Deus (2 Cr 7.14; Is 55.7).
2) O grande amor de Deus para com os desviados (Is 43.23-25; Jr 3.22; Ez
18.23.30-32; Os 14.1-4; Lc 15.32).
3) Exemplos de como Deus aceitou outras pessoas na mesma situação, mostrando
a sua misericórdia e amor:
- O apóstolo Pedro (Mc 16.7).
- Manasses (2 Cr 33.2,12,13).
Se o desviado clamar, Deus o ouvirá (Dt 4.29,30; Lm 3.31,32,55-57; Jn 2.1,2). Aqui
em Lm 3.31, devemos compreender que não existe o que chamam de “rejeição
divina”. Em Gl 5.4, “cair da graça” significa o homem rejeitar o princípio da
justificação, que é unicamente pela fé. (Lede o contexto do dito versículo.)
A outra classe de desviados compreende os indiferentes, os insensíveis, os
blasfemos, os apóstatas. Para esses, só a misericórdia de Deus. Podemos falar-lhes
perguntando:
- Que falta o Sr. encontrou em Deus para abandoná-lo? (Jr 2.5).
- Em que tempo o Sr. vivia mais feliz: quando servia a Deus, ou agora quando o
abandonou? (Sl 1.1; 119.1).
Podemos também falar-lhes que:
- a ira de Deus é contra os que voltam atrás (1 Rs 11.9);
- não desprezem os avisos solenes de Deus (Os 4.6; Am 4.11,12). Vemos aqui que
os filhos do desviado podem vir a sofrer.
- O resultado de permanecer desviado (Jr 2.13,19; Ez 18.24; 2 Pe 2.20-22).
Estude as referências bíblicas deste capítulo, de Bíblia aberta, e com oração diante
de Deus, para que o Espírito Santo revele as profundezas do ensino nelas contida, e
também para que Ele nos grave na memória para o seu uso.
O capítulo seguinte trata da salvação da alma. É o capítulo central deste curso de
evangelismo pessoal.
QUESTIONÁRIO
1. Quais os quatro fatores que determinam a maneira de entrarmos no assunto
da salvação?
2. Cite a melhor maneira de aprendermos a tratar com os perdidos.
3. Como devemos proceder com relação ao tempo,quando temos muito, pouco
ou um mínimo de tempo?
4. Dê exemplo de uma referência bíblica, realmente apropriada para qualquer
das circunstâncias abaixo:
- Hospital.
- Locais de diversões.
- Hora de culto.
- A natureza.
- O progresso da Ciência.
- As catástrofes.
- As guerras e os estados de tensão.
- Tristezas e dificuldades.
- Morte repentina.
- Política.
1. Cite os três tipos de pessoas a quem havemos de falar a Palavra de Deus.
1. Cite uma referência realmente apropriada que usaria para:
- Pessoas que desejam a salvação.
- Crentes nominais ou de formação cristã, mas não salvos.
- Crentes em angústia, provações, sofrimentos.
7. Cite três causas de desvio espiritual.
4
A salvação da alma
Neste capítulo trataremos da salvação da alma. Considerando o assunto quanto à
evangelização no sentido doutrinário e teológico, não é da alçada deste livro.
- Que é a salvação?—É um extraordinário milagre de Deus! Que falem os irmãos! (2
Co 5.17). Salvação é mais que arrependimento; é mais que uma confissão de fé; é
mais que ser membro duma igreja.
Trataremos primeiramente do pecado, pois salvação infere perdição, que é
ocasionada pelo pecado. Os homens sem Deus consideram o pecado como coisa
inexistente ou de somenos importância, mas a Palavra de Deus descreve-o como
realmente ele é.
1. O PECADO
O que é o pecado.
a. Ê transgredir a lei de Deus (Sl 51.1; Lc 15.29; 1 Jo 3.4 ARA).Sendo o pecado uma
transgressão, é uma rebelião contra Deus. Em suma, é o homem fazer sua própria
vontade.
b. É toda injustiça (1 Jo 5.17). Isto é, tudo aquilo que não é reto segundo o padrão
divino.
c. É uma dívida para com Deus (Mt 6.12). Cada pecado cometido -é uma dívida
contraída com Deus. Tal dívida o homem não pode jamais pagar. O homem, uma
vez cometendo pecado contra Deus, não pode desfazer esse pecado. A sua única
esperança está no lado divino – no perdão que obtemos de Deus mediante a morte
viçaria de nosso Senhor Jesus Cristo.
d. Ê não cumprir com os deveres cristãos (Tg 4.17). Pecado não é somente praticar
o mal; deixar de fazer o bem também é pecado.
e. É não dar crédito a Cristo; não ter fé em Cristo (Jo 16.8,9). Não dar crédito a
Cristo é um insulto a Deus que o enviou.
f. É praticar coisas duvidosas (Rm 14.23).
g. Ê errar o alvo verdadeiro (Rm 3.23). Um dos principais significados da palavra
pecado (no original gr. “hamartia”), é “errar o alvo”. De fato, o pecado é um alvo que
o homem acerta quando erra o alvo verdadeiro. O alvo certo é Deus e sua glória,
mas, quando pecamos, erramos o alvo certo e ficamos separados de Deus. Só o
perdão pelo sangue de Jesus pode restabelecer a comunhão com Deus. O homem
foi criado para temer a Deus, adorá-lo e glorificá-lo, mas quando peca, erra esse
alvo. Nota: O pecado pode ser por comissão ou omissão.
2. A UNIVERSALIDADE DO PECADO
Os textos bíblicos que se seguem provam que todos pecaram. Ninguém é excluído a
não ser o Senhor Jesus, porque apesar de ser o Filho do homem, é também o Filho
de Deus. É Deus quem diz na sua Palavra que todos pecaram. Inúmeras pessoas
não se podem salvar porque não querem reconhecer que são pecadoras e muito
menos perdidas. Se o homem não reconhecer que é pecador, Jesus não poderá
salvá-lo, pois Ele veio salvar pecadores.
Textos que mostram a universalidade do pecado: Pv 20.9; Ec 7.20; Is 53.6; Mc
16.15; Rm 3.23; 5.12; 1 Jo 1.8,10. (Ver a palavra “todos” e “todo” nessas
passagens.) Também Sl 51.5 e 58.3, mostram que o homem não é pecador porque
peca; ele peca porque é pecador por natureza. Estas passagens revelam que o
homem para errar não precisa de instrutor.
3. AS CONSEQÜÊNCIAS DO PECADO
a) Traz aflição e inquietação ao pecador (Is 48 22; Jr. 2.19; Lm 3.39).
b) Interrompe a comunhão com Deus (Is 59.2).
c) Escraviza o homem (Jo 8.34).
d) Conduz à morte eterna, ou “segunda morte”(Rm 6.23).
e) Exclui o homem do Céu – sua herança (1 Co 6.9).
4. TODOS NECESSITAM DE UM SALVADOR PORQUE TODOS PECARAM
a. Sendo pecador, como todos são, deve o pecador reconhecer isso (1 Rs 8.46).
Isto foi dito por Salomão o homem mais sábio que já existiu. Quem pode contestar?
Quem sabe mais?
b. Sendo todos pecadores, estão todos sob condenação (Ez 18.4).
c. O resultado de morrer no pecado (Rm 6.23).
d. Como escapar da condenação? (Hb 2.3).
e. Obras não podem salvar (Is 64.6; Ef 2.8,9; Tt 3.5).
f. Só Jesus pode salvar (Jo 12.47; At 4.12; 1 Tm 1.15; Hb 7.25).
5. HOMEM NENHUM PODE SALVAR-SE A Sl MESMO
a. Deus mesmo é a nossa salvação (Is 12.2; Jo 15.5; At 4.12).
b. Tudo o que o homem fizer para salvar-se é debalde (Is 64.6).
c. Os caminhos do homem não são os de Deus (Pv 14.12; Is 55.8).
d. Somos salvos pela misericórdia de Deus; não por obras ou qualquer outra coisa
que fizermos para merecer a salvação (Ef 2.8,9; Tt 3.5). Até a fé, mediante a qual
recebemos a salvação, vem de Deus.Portanto, nem igreja, nem batismo, nem
conduta ou qualquer outra coisa pode salvar o homem, a não ser o Senhor Jesus
Cristo.
e. Só Jesus é o caminho para Deus (Jo 14.6).
6. DEUS MESMO JÁ PROVIDENCIOU A SALVAÇÃO
a. Deus deu seu bendito Filho como sacrifício pelo pecado (Jo 1.29; 3.16; 1 Jo 2.1).
b. Jesus já morreu para salvar o pecador (Rm 5.8; 1 Co 15.3).
c. Ele, ao morrer, levou sobre si os nossos pecados (1 Pe 2.24).
d. Esta salvação é gratuita. É por graça. Vem de Deus (Ef 2.8; Tt 3.5).
7. O PLANO DA SALVAÇÃO
É de suma importância que o ganhador de almas compreenda bem o plano ou
caminho da salvação, para poder explicá-lo claramente à alma que busca a Deus. O
plano é simples, pois Deus afastou todas as dificuldades. Ele fez tudo em lugar do
pecador. A parte que toca a este é apenas aceitar a salvação consumada. É como
está escrito na parábola das bodas: “Tudo já está preparado; vinde às bodas” (Mt
22.4).
A Palavra de Deus afirma que todos pecaram e destituídos ficaram da glória de
Deus (Rm 3.23). Deus, porém, na sua misericórdia, não quer que ninguém pereça (1
Tm 2.4; 2 Pe 3.9), e proveu salvação para todos que quiserem. Jesus morreu em
lugar do pecador, levando sobre si o pecado do mundo (Is 53.6b; Jo 1.29; 2 Co 5.21;
1 Pe 2.24). Quem quiser pode agora ser salvo mediante o Senhor Jesus Cristo
(Mt 1.21; Lc 2.10,11; 19.10; Jo 3.16; At 10.43; Rm 10.13; Ap 22.17). O castigo do
pecado, que era a morte (Ez 18.4), o Senhor Jesus levou em seu corpo no Calvário.
8. OS TRÊS PASSOS PARA O HOMEM OBTER A SALVAÇÃO:
8.1. Reconhecer que é pecador (Rm 3.23)
O primeiro passo para a salvação é o homem reconhecer que é pecador. Esse
passo é efetuado pelo Espírito Santo, ao ouvir o pecador a mensagem da salvação.
(Ver Jo 16.7.8.) Esse reconhecimento do pecado é acompanhado de profunda
tristeza, por ter a pessoa vivido no pecado até agora. (Ver At 2.37.) – “compungiramse
em seu coração”; 2 Co 7.10 – “a tristeza segundo Deus”.)
8.2. Confiar em Jesus como o seu Salvador (Jo 1.12; At 16.31)
Aqui se trata de fé. Este é o segundo passo. “Crer”, no sentido bíblico, é confiar de
modo absoluto, apoiando-se ou descansando plenamente sobre aquilo em que’se
crê. Não é. como alguém pensa, um ato puramente do intelecto, mas de todo o seu
ser interior. O requisito que Deus requer é crer. e nada mais. mas crer
honestamente. Este segundo passo para a salvação inclui em si o arrependimento
(Mc 1,15; 2 Co 7.10). O pecador, ao sentir tristeza pelo pecado, e ajudado pelo
Espírito Santo, decide mudar de vida. deixar o pecado e voltar-se para Deus.
Arrepender-se é andar em sentido contrário àquele em que se vinha.
8.3. Confessar que Cristo é o seu Salvador (Rm 10.10b)
Isto é a decisão em si (At 3.19b). Confessar é a pessoa declarar publicamente que
aceitou o Salvador. Após crer com o coração (segundo passo – Rm 10.10a), é
preciso confessar ou declarar que agora é crente. Nesse momento o pecador
confessa também a Deus os seus pecados, decidindo abandoná-los, e recebe o
perdão (1 Jo 1.9). Portanto, o perdão depende de arrependimento e confissão.
Somente o homem reconhecer que é pecador e compreender que o Evangelho é a
verdade de Deus para a salvação nada adianta se ele não aceitar o Salvador, confessando-
o publicamente. Não pode haver crente secreto, isto é, só de coração.
Quem aceita a Jesus como seu Salvador tem logo um desejo intenso e espontâneo
de manifestar isso. Cada salvo sabe muito bem disso por experiência.
A obediência do pecador a estes três passos resulta na salvação. Isso é infalível,
operando a Palavra e o Espírito Santo. Crer em Jesus sem confessá-lo é covardia.
Confessá-lo sem crer é hipocrisia.
9. A IMPORTÂNCIA DO SANGUE NO PLANO DA SALVAÇÃO
Muita gente não entende porque as Escrituras mencionam tanto os sacrifícios
cruentos. Uns chegam até a dizer que o Evangelho é a “religião do matadouro”. Mas
o derramamento de sangue tão enfatizado na Bíblia para expiar o pecado, tãosomente
evidencia a hediondez deste e que o salário do pecado é a morte. Os
sacrifícios do AT eram imperfeitos e não podiam expiar de vez o pecado, mas o
Cordeiro de Deus – o Senhor Jesus Cristo, com seu sacrifício no Calvário, resolveu
para sempre o problema do pecado.
Em cada sacrifício do AT. o ofertante queria dizer o seguinte: a) eu pequei; b) eu
mereço a morte; c) outro vai morrer em meu lugar. (Ler Lv 17.11; Mt 20.28; 2 Co
5.14.) Esses são pontos básicos concernentes ao sangue, no plano da salvação.
9.1. “Sem derramamento de sangue não há remissão de pecados” (Hb 9.22 – 1 Pe
1.8,9). Somos remidos do poder do pecado pelo sangue de Jesus – o Cordeiro de
Deus (Jo 1.29).
9.2. No Antigo Testamento, Deus deu o sangue de animais para fazer expiação
pelas almas (Lv 17.11). Esse sangue sacrificial de animais tipificava o sangue de
Cristo. Esses sacrifícios repetiram-se
até que veio o perfeito sacrifício (Is 53.10).
9.3. O Senhor Jesus deu o seu sangue para a remissão dos pecados (Mt 26.28).
Esse precioso sangue não só prove o perdão dos pecados cometidos, mas também
a purificação do pecado congênito da nossa natureza humana (1 Jo 1.7-10).
9.4. E pelo sangue de Jesus que somos justifica dos diante de Deus. Só desse
modo é satisfeita a justificação requerida por Deus (Rm 5.9,10). Há muitas religiões
e seitas que negam a eficácia do sangue de Jesus na redenção da humanidade. É
evidente que são religiões e seitas falsas.
QUESTIONÁRIO
MEMORIZE O CONTEÚDO DESTE QUESTIONÁRIO, INCLUSIVE AS
REFERÊNCIAS E SEUS TEXTOS.
1. Pecado:
É transgredir a lei de Deus (1 Jo 3.4). É toda a injustiça (1 Jo 5.17). É uma dívida
para com Deus (Mt 6.12).
1. A universalidade do pecado (Rm 3.23).
2. As conseqüências do pecado: Afasta o homem de Deus (Is 59.2). Conduz à
morte eterna (Rm 6.23).
3. Homem nenhum pode salvar-se a si mesmo (At 4.12).
4. Deus mesmo já providenciou a salvação (Jo 3.16).
5. Os três passos para a salvação: Reconhecer que é pecador (Rm 3.23).
Confiar em Jesus como o seu Salvador (At 16.31). Confessar que Cristo é o
seu Salvador (Rm 10.10).
6. Que nos mostra o derramamento de sangue para expiar o pecado, desse
sangue tão mencionado na Bíblia?
7. Que tipificava o sangue de animais, dado por expiação do pecado no Antigo
Testamento?
9. Quais as duas coisas estudadas, que o sangue de Jesus prove, para salvar o
pecador?
5
O evangelista pessoal em ação
Deus, para operar, usa o que Ele quer. Até uma queixada de jumento. Se Ele fez
uma jumenta falar, sem dúvida dará muita graça para você falar bastante a Sua
Palavra. Neste capítulo trataremos das respostas bíblicas aos casos com que se
defronta o evangelista pessoal. É na Bíblia que achamos a resposta para cada caso.
Seja qual for a situação da alma, é preciso conhecermos bem, de preferência de
memória, o texto bíblico que vamos usar, e explicá-lo com toda a simplicidade à
alma necessitada. Os textos da Palavra de Deus são quais medicamentos espirituais
para a alma, mas é preciso que saibamos onde se encontram na “farmácia divina”. A
Bíblia descreve o estado pecaminoso do homem como doentio (Is 1.4-6; Lc 5.31,32).
Na língua original do NT, a palavra salvar é a mesma que curar, o que mostra que o
pecado é de fato uma doença espiritual.
O obreiro pessoal, ao diagnosticar cada caso, deve aplicar a mensagem bíblica
acertada; sem isso não conseguirá o resultado esperado, uma vez que a mensagem
para o perdido não pode ser a mesma para o desviado, o duvidoso, o vencido, o
aflito, o tentado, o judeu, etc.
Algumas coisas que devem ser observadas ao se tratar com as almas:
a. Evite argumentação quando tratar com pecadores perdidos. (Ver a pág.onde
este ponto é abordado). Muitos pecadores quererão argumentar com você, inclusive
com perguntas inusitadas e alheias ao assunto da salvação. Diga-lhes que mais
tarde cuidará disso. O que o pecador precisa agora é ser salvo. Perguntas desse
jaez são curiosas e especulativas, e uma sempre origina outra. Se você se puser a
responder perguntas, não cuidará da salvação da alma, e o resultado será o
fracasso. Faça como Jesus: quando a pergunta não for honesta,responda com outra
pergunta!
b. Dependa a todo custo do Espírito Santo. Ele é quem faz a obra. Somente Ele
pode convencer e converter. Você não pode converter ninguém. Se o Espírito Santo
não operar, não pode haver conversão. Nossa educação, conhecimentos, cursos e
preparo não podem, tomar o lugar dele ou substituí-lo. Os homens de Deus através
dos séculos têm sido pessoas ungidas pelo Espírito Santo. Um homem (ou uma
mulher) cheio do Espírito Santo pode fazer em poucos dias o que não faria em anos
de trabalho sem a operação poderosa do Espírito. Se você deseja que Deus o use e
que salve os pecadores por seu intermédio, esteja cheio do poder do alto.
c. Dependa também da Palavra de Deus. Ela é garantida por Deus (Is 55.11).
Precisamos conhecer e confiar na Palavra de Deus. O que dizemos de nós mesmos
não vai muito longe, mas aquilo que Deus diz na sua Palavra, sim. Portanto, leiamos
e estudemos a Palavra até conhecê-la bem. Aqui estão sete coisas que a Palavra de
Deus é e pode fazer:
- É eficaz na sua ação, isto é, funciona! (Sl 126.5,6).
- É poderosa para a salvação (2 Tm 3.15; Tg 1.21b. – “pode”).
- Produz fé (Rm 10.17).
- Lava (Jo 3.5; Ef 5.26).
- Corta (Ef 6.17; Hb 4.12).
- Quebra, isto é, humilha (Jr 23.29).
- Queima, arde, desperta (Jr 5.14; Lc 24.32).
d. Ore sempre. Ore antes de começar o trabalho. Ore em espírito durante o
trabalho. Depois do trabalho realizado, regue-o com oração. Deus responde à
oração.
e. Use poucos versículos para cada caso. Um ou dois versículos bastam. Muitas
receitas podem confundir o “doente”, além disso, poucos versículos firmam melhor a
verdade na memória do pecador.
Use versículos o menos possível. Davi muitas vezes baseou sua fé numa única
palavra de Deus (Sl
119.49). Neste caso apresentamos uma série de textos para cada caso, com o fito
de enriquecer o conhecimento do ganhador de almas, mas não para serem
empregados todos de uma vez. Cuidaremos
agora das diversas classes de pessoas.
f. Não espere que o pecador seja salvo como você o foi. Não duvide da
genuinidade do fato só porque não foi igual ao seu. Deus tem modos diferentes de
agir. Ou você pensa que Ele é limitado como nós?
1. O PERDIDO. DESCULPAS, ESCUSAS E OBJEÇÕES ANTE O EVANGELHO.
Chamamos perdidos, aqui, aos que nunca aceitaram o Salvador Jesus. Estritamente
falando, ninguém diante de Deus tem desculpas de não estar salvo, mui
especialmente após ouvir o Evangelho. A Bíblia diz que o homem é indesculpável
(Rm 1.20; 2.1). Ele tem internamente a lei da consciência (Rm 2.15), e,
externamente, a lei da natureza (Jó 12.7-9). Romanos 1.20 prova que no princípio o
homem conhecia a Deus. De acordo com Lv 4.1 a 5.13, pecados cometidos por
ignorância não eram isentos de expiação. Em Lc 14.16-20, o Senhor Jesus proferiu
a parábola da grande ceia que prefigura o banquete da salvação. Vemos ali a
nulidade e a gravidade de o homem querer desculpar-se diante de Deus. Seja qual
for a desculpa, evasiva, argumento ou objeção, a Bíblia tem sempre a mensagem
adequada.
Estudemos agora algumas desculpas mais comuns do pecador.
Alegações:
1.1. “Para mim não há solução. Deus não me a-ceita mais. Sou o pior dos
pecadores. “
Oh! se esse número crescesse! O homem já venceu metade da batalha ao
reconhecer-se pecador. Isto é obra do Espírito Santo. Satanás nunca diz ao pecador
que este é pecador, a não ser para acusá-lo.
Isaías Í.18 É o Senhor mesmo quem nos fala nas palavras deste v.: “Assim diz o
Senhor”. Deus não faz acepção de pessoas (At 10.34).
Mateus 9.13 – Se fôssemos justos, Jesus não teria vindo ao mundo, pois não
precisaríamos de Salvador nenhum. Logo, Ele veio para salvar pecadores. Notai que
Ele viveu entre pecadores, foi chamado “amigo de pecadores”, recebeu pecadores,
e morreu entre dois deles…
Lucas 19. 10 – Pensai um instante no que significa perdido no sentido pleno da
palavra! Se você está perdido mesmo, então é a você que Jesus procura para
salvar! Ninguém é demasiado ruim para ser salvo, a ponto de Jesus dizer: “Este não
serve”.
João 6.37 – Notai as palavras do Salvador: “TODO O QUE VEM A MIM”. Isto quer
dizer todos mesmo, inclusive você. Quando Deus diz todos, não exclui ninguém.
(Ver também a palavra inclusiva todos, de Is 53.6.) Portanto, Deus não rejeita pecador
nenhum que venha a Ele em busca de perdão e salvação. Também Ez 33.11
fala deste assunto.
1.2. “Esta religião é muito fina para mim. Vou regenerar-me primeiro.”
Tudo o que o homem fizer de si próprio para melhorar sua situação espiritual só
servirá para piorar as coisas. O homem jamais melhora seu estado espiritual à parte
de Deus. Jesus disse: “Assim como foi nos dias de Noé… de Ló, assim será no dia
em que o Filho se manifestar.” Isto mostra que o mundo por si mesmo não vai
melhorar.
Mateus 9.12,13 – Perguntamos: Procura-se o médico depois de curados, ou quando
estamos enfermos?
Lucas 15.15-22 – Em que condições chegou o filho pródigo à casa do pai? Era bom
o seu estado?
Além de transgressor e rebelde, sua situação em geral era das piores. Como o pai o
recebeu?
Mateus 6.33 – A primeira coisa a fazer, é buscar o reino de Deus e a sua justiça.
Deve-se fazer em primeiro lugar aquilo que Deus recomenda que deve ser feito.
Jeremias 13.23 - Se o homem não pode mudar seu aspecto externo, que é de
natureza material, quanto mais transformar seu estado espiritual, que integra outra
esfera muito mais elevada!
/ João 1.7 – Remédio para debelar o pecado só se encontra em Deus. (Veja também
Jr 2.22.) Se o homem tivesse recursos próprios para dominar o pecado, Deus não
teria feito o que fez: dar seu bendito Filho para morrer pelo pecador.
1.3. “Quando eu sentir vontade, procurarei ser crente.”
Deixe de lado seus sentimentos e emoções e tome a Palavra de Deus. Nossos
sentimentos e emoções mudam diariamente. A salvação é baseada no que está
escrito na Palavra de Deus e não nos nossos sentimentos. O sentimento não tem
lugar na esfera da fé (Jr 17.9). Chegue-se a Cristo, pela fé, e não pelo que você
sente.
A Bíblia não diz: “Estas coisas vos fiz sentir”, mas “Estas coisas vos escrevi para que
saibais que tende a vida eterna…” (1 Jo 5.13).
João 5.24 - Deus não pede sentimentos ou desejos; Ele pede fé na sua Palavra.
(Ver Hb 11.6:) Seus desejos, sentimentos, concepções, emoções e pontos de vista,
podem mudar amigo, mas aquilo que Deus escreveu jamais muda. Portanto, se você
quer ser salvo, consulte o que Deus diz na sua Palavra, e não os seus próprios
sentimentos. Salvação é matéria de fé; e, depender dos sentimentos não é ter fé.
Fé é crer no que Deus diz, e agir em seguida. Vai de mal a pior quem busca seguir e
servir a Deus através de seus sentimentos, e não por fé na Palavra de Deus.
João 1.12 - Esta passagem também expõe o fato de que a salvação não é obtida
mediante sentimentos. O que é preciso é receber Jesus como Salvador pessoal.
“Receber” quer dizer aceitar.
Apocalipse .3.20 - Aqui não diz: “Quem ouvir a minha voz e sentir,” mas, “Quem
ouvir a minha voz e abrir a porta”, isto é, abrir seu coração para o Senhor fazer
morada. Se o amigo já ouviu o Evangelho e não está salvo, a culpa é sua. (Ver
também Pv. 28.26 e Jr 17.9.)
Deus já jurou que o ímpio não entrará no Céu!, Que você quer mais? Hb 4.3.
1.4. “Toda religião é boa: eu sendo sincero é o que importa. “
Você pode ser cem por cento sincero em sua crença, e ainda assim estar totalmente
perdido. Sua sinceridade, estando você errado, não lhe vai salvar. Você estará certo
em sua crença somente quando seguir a Jesus por meio da sua Palavra.
A sinceridade é um dever do homem para com Deus e seus semelhantes, mas não
um requisito primordial para a salvação. De nada adianta o pecador ser sincero, se
está fora do caminho da salvação traçado por Deus. Religião é aquilo que o homem
faz para Deus; salvação é aquilo que Deus fez pelo homem.
João 14.6 - O caminho para o Céu é Jesus Cristo e mais nenhum outro. (Ver
At 4.12.) Religião é coisa externa; são as práticas e conduta religiosas. A prática da
vida cristã não é meramente uma religião, mas uma relação bendita de vida em
Cristo (Jo 15.4,5). Religião é o homem tentando achar Deus. Jesus não veio fundar
uma religião, mas, “Eu vim para que tenham vida” (Jo 10.10b).
Lucas 13.3 – As condições para a salvação são fé e arrependimento; não é religião.
A religião quando muito, pode reformar socialmente uma pessoa e isso por algum
tempo; ao passo que o Evangelho, como o poder de Deus, pode transformar radicalmente
o pecador.
/ João 5.12 – Para ter a vida eterna não basta ter uma religião e nela ser sincero,
mas é necessário ter a pessoa em si o Filho de Deus.
1.5. “Há muita coisa na Bíblia e no meio evangélico que não consigo
entender.”
Primeiramente, nosso conhecimento atual dos propósitos de Deus é muito limitado.
Eis uma razão de não entendermos muita coisa.
Há também muitas coisas nesta vida, as quais não entendemos, entretanto não nos
preocupamos com elas. Por exemplo:
Ninguém quer deixar de comer nem durante um só dia porque não entende nem vê
o mistério da assimilação dos alimentos pelo nosso organismo, isto é, como as
verduras, carne, ovos, pão, etc, transformam-se em músculos, unhas, cabelos,
energia, etc.
Ninguém quer viver no escuro só porque não entende a complicada teoria eletrônica.
Ninguém quer deixar de consumir leite, somente porque não entende como é que
uma vaca de cor preta e branca e comendo capim verde, produz leite branco. Então,
por que só a mensagem divina da Bíblia é que não merece a nossa confiança?
Confiamos cegamente no motorista do nosso ônibus, que joga com nossas vidas;
confiamos de igual modo no piloto do avião; no médico que nos opera; na moça ou
no rapaz com quem casamos, e em inúmeras outras coisas e não confiaremos em
Deus?! Ele já falhou alguma vez no passado? “Se recebemos o testemunho dos
homens, o testemunho de Deus é maior” (1 Jo5.9). Medite bem nisso!
/ Coríntios 13.12 – Nosso conhecimento das coisas de Deus por maior que seja é
simplesmente parcial. Ninguém há que possa abarcar as profundezas de Deus.
(Vide também Rm 11.33.)
Lucas 24.45 - Jesus pode abrir o nosso entendimento.
/ Coríntios 2.14-O homem natural, isto é, o homem no seu eu, em sua natureza
adâmica, irregenerado, não entende as coisas de Deus, porque elas se
discernem espiritualmente. Compreendemos as coisas espirituais quando Jesus está
“no meio” (Lc 24.36,45). Portanto, o homem sem o concurso do Espírito Santo não
compreende a revelação divina.
Deuteronômio 29.29; Atos 1.7; Romanos 11.33. Não é você só (o leitor não-crente)
que não entende muitas coisas da Bíblia e da vida cristã; com os crentes acontece
também o mesmo.
O texto de Deuteronômio foi escrito por Moisés -um dos maiores homens de Deus.
Ele aqui reconhece que há muitos mistérios que pertencem somente ao domínio de
Deus.
O texto de Atos registra palavras de Jesus, revelando a mesma verdade que
acabamos de esboçar no caso de Moisés. Será o leitor a única exceção em não
concordar com a Palavra de Deus? Seu saber, amigo, suplanta o de todos os
outros?! Saibamos que tudo aquilo que não está revelado agora, ou que agora não
podemos compreender, será esclarecido um dia, na outra vida, se estivermos com o
Senhor (Pv 4.18,19; Jo 13.7). Há coisas que só nos convém compreender na glória.
Atente bem para isso! Deixe com Deus as coisas que você não entende e as
irreveladas. Ele sabe o que faz!
O texto da Epístola aos Romanos, acima mencionado, foi escrito por Paulo – o maior
teólogo de todos os tempos -, e ele, nesse mesmo texto, reconhece as profundezas
da sabedoria divina que ele não podia alcançar.
Isaías 35.8 – Não é por não compreender certas coisas, que você errará o caminho
para o Céu. Seguindo fielmente a Jesus, não há perigo de errar o caminho. Ele é o
caminho (Jo 14.6). Quanto ao crente, deve ler a Bíblia toda para poder entendê-la.
Do contrário, não se queixe…
1.6. “Terei de abandonar muitas coisas que aprecio, inclusive, meus amigos. “
Não se preocupe com seus amigos e com o mundo; eles mesmos se afastarão de
você, se você viver para Jesus (Jo 17.14). Deixe esses problemas para depois.
Cuide agora da salvação.
Marcos 8.36,37 – Você pode responder às duas perguntas deste versículo? Veja o
que diz a Palavra de Deus em 2 Cr 25.9b e 1 Jo 2.17.
Lucas 18.29,30 – Você nada perde quando deixa o que é preciso deixar para seguir
a Jesus. Leia a promessa de Jesus neste versículo. Também no Sl 84.11; e em Rm
8.32.
Salmo 116.12 – Pergunta Davi, o homem de Deus, que daremos a Deus em troca do
que Ele tem feito por nós? (Ver Fp 3.7-9.)
Lucas 16.5 - Pergunto: Quanto deve você a Deus??? Donde vem sua vida, saúde,
bens, prosperidade, bênçãos, família, pátria, emprego, êxito, tudo, enfim??? Tudo o
que temos vem de Deus. Tudo é dele. Só teremos tais coisas até o dia que Ele
quiser .
Salmo 16.11 – Aqui está declarado que na presença do Senhor há fartura de alegria!
1.7. “A vida cristã é um fardo!”
Você não pode dizer tal coisa se ainda não experimentou a vida cristã. É preciso
prová-la (Sl 34.8).
Mateus 11.30 – A vida com Cristo é leve. Ele mesmo diz “O meu fardo é leve.”
Provérbios 3.17 – “Seus caminhos são caminhos de delícias.”
Esse é o testemunho do povo de Deus através dos séculos.
1 João 5.3 – Em lugar de peso, seus mandamentos são como asas que nos elevam
à comunhão com Ele. Seus mandamentos são também vida! (Jo 12.50). (Veja
também Sl 19.9,10.)
1.8. “Já sou filho de Deus e Deus é amor. Ele
não vai condenar um ser humano que veio dele. No fim, todos serão salvos.”
Realmente, Deus não condena ninguém (Jo 3.17 ARC). O homem é que se condena
a si mesmo quando rejeita o Salvador Jesus. Salmo 9.17 – A Palavra de Deus, que é
a autoridade final nesse assunto, não diz que “Deus é amor e não vai condenar
ninguém”. Este desejo do coração humano parece muito bom, isto é, que todos sejam
salvos sem exceção, mas isso não é o que afirma a Palavra de Deus. Se fosse
assim, como muitos pensam, a vida futura no Céu seria pior do que na Terra. Temos
de nortear-nos pela Palavra de Deus e não pelo que o nosso coração sente. (Ver Sl
1.5; Mc 16.16.)
João 3.18 - Deus mesmo não condena ninguém. Os homens é que se condenam a
si mesmos quando rejeitam a Cristo como Salvador. Quando alguém recusa o
Salvador Jesus, está fechando a porta do Céu para si mesmo, pois Jesus é essa
porta (Jo 10.9).
João 12.48 – Esta é uma passagem onde vemos que Deus deu ao homem livre
arbítrio. Tudo depende da escolha que fizermos: Salvação, aceitando o Salvador;
perdição, rejeitando-o. (Ver Js 24.15; 1 Rs 18.21.) Ora, se alguém me avisa:
“Perigo!” e eu continuo avançando, quem é o culpado da morte?
Lucas 13.3 - A simples leitura deste versículo mostra como é falsa a premissa da
desculpa acima. O certo é: arrependimento ou perdição. (Ver Mt 18.3.)
2 Pedro 2.4 – Este versículo é mais uma confirmação do que acabamos de dizer,
isto é, que é falsa a premissa de que Deus, por ser amor, não deixará ninguém ir
para o Inferno.
João 1.12 – Logo, quem são os filhos de Deus? Qualquer um é filho de Deus?
1.9. “Vou ser perseguido, zombado, observado, visado.”
É preciso saber que o sofrimento é uma escola (Sl 119.71). Ele faz parte da vida
cristã aqui na terra (Lc 9.23; Jo 16.33; Fp 1.29). Pode ser uma bênção (Hb 12.11).
Foi na prisão que José tonificou sua alma com ferro (Sl 105.18). O vaso de barro tem
de passar pelo forno na sua fabricação. As estrelas só brilham à noite! Se o sol
brilhasse sempre sobre nós, ficaríamos loucos!
1 Pedro 2.21 - Jesus sofreu primeiro por nós, deixando-nos o exemplo. O discípulo
não pode ser mais que o seu mestre (Jo 15.20). Tudo o que alguém vier a sofrer por
Jesus, Ele já sofreu primeiro por esse alguém.
Marcos 8.38 – A sua sorte na eternidade, leitor, depende também da sua coragem
agora. É justo ter vergonha daquele que fez tudo por você? E Ele sofreu
publicamente!
Romanos 8.18 – Tudo o que sofremos pelo Senhor aqui, será suplantado com o que
dele vamos receber. Aqui neste versículo Paulo, após sofrer açoites, prisões,
apedrejamentos, etc, considerava a perseguição como coisa insignificante. Se o
sofrimento nos atingir, lembremo-nos da glória que nos vai ser revelada.
2 Timóteo 3.12 – A declaração bíblica aqui é que todos os justos sofrem tribulações,
uns duma maneira, outros doutra. Você quer ser uma exceção, quando a Bíblia diz
“todos”?
Outros textos para ler: Sl 34.19; Pv 29.25; At 14.22; Ap 2.10.
Atos 5.41 – Para o crente, deve ser um privilégio poder sofrer por seu Senhor. Que o
sofrimento do crente nunca seja conforme vem descrito em 1 Pe 4.15!
1.10. “Hoje não; mais tarde!” (Ver At 17.30, “a-gora”.)
Lucas 12.19,20 – O jogo mais perigoso do mundo é este: o de jogar com o destino
eterno da alma. Há muita gente hoje no Inferno que tinha a intenção de ser crente
um dia. (Ver também Pv 27.1; Tg 4.13,14.) Você, amigo, tem um encontro marcado
com Deus e não pode evitá-lo (Sl 139.7). Será horrível ter de jurar fidelidade a Deus
quando já for tarde demais (Is 45.23).
Josué 24.15 - O dia da decisão para Cristo é hoje. O amanhã pertence ainda ao
futuro. (Ver 2 Co 6.2.)
Provérbios 29.1 – Existe um limite! Cuidado! Não é para sempre que Deus insiste
com o pecador. Ele não é obrigado a dar aviso prévio como os homens fazem aqui
na terra. Note estas expressões da Palavra de Deus:
“O tempo aceitável” (2 Co 6.2). Há um tempo aceitável.
“Buscai o Senhor enquanto se pode achar” (Is 55.6).
“Muitos procurarão entrar e não poderão” (Lc 13.24).
Atos 22.16- “E agora, por que você demora?” Que está retardando a sua ida a
Jesus?
Isaías 43.1 – “Mas agora tu és meu.” Deus pensa em agora.
QUESTIONÁRIO
Aprenda de memória as referências e textos das passagens citadas junto a cada
desculpa abaixo. Trata-se de desculpas e objeções do pecador ante o Evangelho.
1. “Para mim não há solução. Deus não me aceita mais. Sou o pior dos
pecadores.”Jo 6.37.
2. “Esta religião é muito fina para mim. Vou regenerar-me primeiro.”Mt 9.12,13.
3. “Quando eu sentir vontade procurarei ser crente.”Jo 1.12.
4. “Toda religião é boa; eu sendo sincero é o que importa.” Lc 13.3.
5. “Há muita coisa na Bíblia e no meio evangélico que não consigo entender.” 1 Co
2.14.
6. “Terei de abandonar muitas coisas que aprecio, inclusive meus amigos.”Mc
8.36,37.
1. “A vida cristã é um fardo.”Mt 11.30.
8. “Já sou filho de Deus e Deus é amor. Ele não vai condenar um ser humano que
veio dele. No final, todos serão salvos.”Jo 3.18.
9. “Vou ser perseguido, zombado, observado, visado.”1 Pe 2.21.
10. “Hoje não; mais tarde!” Js 24.15.
1.11. “Não vejo necessidade de ser crente. Creio em Deus e procuro sempre
fazer o bem. Sou tão bom quanto posso.”
Bom, humanamente falando, você poderá ser, mas salvo não! O seu pensar é obra
de Satanás; ele é quem diz que somos bons mesmo sem aceitarmos Jesus Cristo
como o nosso Salvador. Você sem Jesus é um pecador perdido, não importa quão
bom você seja. A salvação não vem por aquilo que estamos fazendo (obras de
justiça, isto é, obras da Lei), mas por aquilo que Jesus já fez por nós. Trata-se da
“justiça de Cristo”, descrita em Romanos. A este grupo também pertencem os que
são sinceros em seus esforços para viver uma vida agradável a Deus, porém sem
saber o que é realmente a vida cristã. Querem operar a justiça própria mediante
boas obras e uma vida regrada, julgando que este é o caminho da salvação. Com o
auxílio do Espírito Santo, podemos mostrar a tais pessoas o que é o cristianismo
real, estudando os textos abaixo:
Atos 16.31 - Boas obras, moral, etc, não têm valor para a salvação. O que importa é
crer em Jesus Cristo, confiando nele como o único Salvador. A salvação não é por
obras; é por fé.
Romanos 4.3-5 – Não se ganha a salvação por trabalho ou merecimento. É uma
dádiva de Deus, e não pagamento por um serviço ou esforço que fazemos.
Efésios 2.8,9 – Até a fé, mediante a qual somos salvos, vem de Deus. A salvação é
pois inteiramente de Deus (Is 12.2). A parte do homem é apenas crer e aceitar a
salvação. (Ver Gl 2.16.)
Isaías 64.6 – Nossa justiça, por boa que seja, não é comparável nem a pano, mas
sim a trapos, e assim mesmo imundos!
Provérbios 1.24-31 – Esta mensagem é muito apropriada para os indiferentes. Há
muitos que dão a desculpa acima, movidos tão-somente por indiferença (Lc 16.16).
Nota – As perguntas que se seguem são muito oportunas para serem feitas na
ocasião. (Adiante-se ao pecador que as respostas só podem ser sim ou não.)
Você (ou o senhor, a senhora) crê que existe um Deus criador de todas as coisas?
Você (…) crê na existência do Diabo?
Você (…) crê no prosseguimento da vida após a morte?
Você (…) crê no que a Bíblia ensina sobre a vida após a morte?
Você (…) crê num inferno literal, de fogo ardente?
Você (…) crê num céu com ruas de ouro, como a Bíblia declara?
Você (…) crê que morrerá um dia e comparecerá perante Deus?
Você (…) crê que os salvos irão para o Céu e os perdidos para o Inferno?
Você (…) deseja ir para o Inferno?
Você (…) deseja ir para o Céu?
Você (…) pode salvar-se a si mesmo?
Você (…) crê que Jesus pode salvá-lo?
Você (…) está pensando em obter a salvação somente após a morte?
Você (…) tem certeza de que estará vivo amanhã?
Você (…) tem certeza de que estará vivo hoje até ao pôr do sol?
Se você (…) não sabe se estará vivo amanhã, você (…) não devia aceitar o
Salvador Jesus agora mesmo?
Você (…) tem alguma razão (não desculpa) para não aceitar o Senhor Jesus agora
mesmo? (Ver Rm 2.1.)
(Note a mudança de tratamento de “você” para senhor, senhora, dependendo do
grau de conhecimento, intimidade e idade do pecador.)
O crente deve obedecer a Deus não porque a obediência o salve, ou o conserve
salvo, mas para manifestar o seu amor ao Senhor.
1.12. “Acho que se eu me tornar crente não ficarei firme.”
Romanos 14.4 - Aqui a Palavra de Deus diz que “poderoso é Deus para o firmar”. Se
Jesus tem tanto interesse em salvar o pecador, abandoná-lo-á depois de salvá-lo?
(Ler também Ez 36.25-27, especialmente o v. 27 onde Deus mesmo diz: “Farei que
andeis nos seus estatutos”. ) Aleluia!
João 10.28,29 – Aqui o nosso amado Senhor declara que nos guarda segurando a
nossa mão, juntamente com o Pai Eterno. Dupla segurança!
Salmo 91.4 - Há perfeita segurança debaixo de suas asas. Se alguém permanecer
nesse lugar estará garantido, mas se não…
Filipenses 1.6 – Se Deus já operou a salvação em você, o que é a parte mais difícil,
não fará tudo o mais, até você chegar à sua santíssima presença, perante seu trono
no Céu? Qual é mais difícil para Deus: salvar um pecador carregado de pecados e
misérias, ou guardar um crente justificado e que busca andar em santificação?
/ Pedro 1.5- Aqui a Palavra diz que somos guardados “pelo poder de Deus”. Se eu
me entrego em suas mãos, a minha guarda e proteção não é tarefa minha, é de
Deus. Todo aquele que procura guardar-se a si próprio quanto à salvação, fracassa.
Aqui se nos diz que somos guardados pelo poder de Deus. A segurança da minha
salvação não depende de mim; depende de Deus! (2 Tm 1.12). Há outros sentidos
em que o crente deve guardar-se, mas quanto à salvação, ele deve depender tãosomente
da eficácia e da autoridade que dimanam da obra e da pessoa do Senhor
Jesus Cristo. Pedro, o escritor deste texto, sofrerá uma queda!!!
Hebreus 7.25 – Aqui está escrito que Jesus, no Céu, se ocupa conosco agora. (Ver
também 2 Tm 1.12; Jd v.24.) Conforme 1 Sm 17.34 e 2 Tm 4.17, Deus pode
arrancar suas ovelhas da boca do leão!
1.13. “Conheço muitos crentes errados e hipócritas, por isso não vou ser
crente.”
Bem, um crente pode tornar-se hipócrita, mas Jesus nunca! Você não está aqui para
seguir um crente e sim a Jesus.
Salmo 16.8-O único que deve estar à nossa frente é o Senhor. Se você está
tropeçando num crente, é prova de que esse crente está à sua frente e que você
está atrás dele. Só podemos tropeçar naquilo que está à nossa frente. De nada
adianta ficar atrás de um hipócrita com essa desculpa. É melhor suportar o hipócrita
aqui por algum tempo do que ficar toda eternidade com ele no Inferno… Somente
Jesus deve ser o seu exemplo e modelo. (Ler Is 45.22 ; Mt 19.17.) Cuidado com
essa mania de viver procurando erros nos outros, e de andar “caçando hipócritas!”
Se você for observar os hipócritas, jamais será um crente, pois os hipócritas só
cessarão no fim do mundo (Mt 13.41).
1 Samuel 16.7 – Você não tem capacidade completa de julgar corretamente seu
semelhante, porque os atos que determinam a conduta de cada pessoa têm origem
no coração, e, só Deus conhece os corações. Você também não sabe os motivos
que originam os atos. Ninguém pode atirar a primeira pedra (Jo 7.24; 8.7).
Jeremias 17.10 – Julgar e recompensar os homens não é tarefa nossa: é de Deus.
Não entre na seara alheia (Rm 14.4).
Lucas 6.41 – Diz um provérbio inglês: “Quem mora em casa de vidro não apedreje a
casa dos outros”. (Veja Rm 2.13.) Quem cuida da vida dos outros, esquece-se da
sua. Quem tem uma trave no olho (Mt 7.3b) tem de ver as coisas de modo defeituoso.
Mateus 7.1 – Atente bem para o aviso que há neste versículo.
Romanos 14.12 - O causador de tropeços dará conta de suas faltas; você dará das
suas somente. A Bíblia diz: “cada um”. É necessário que o escândalo se manifeste
para que o hipócrita fique conhecido.
Mateus 13.30a - Jesus ensinou que o “trigo” e o “joio” crescem juntos aqui. Sabe o
que é joio? É uma gramínea quase igual ao trigo. É preciso muito cuidado para não
confundir os dois.
1.14. “Quando eu morrer, Deus que faça comigo como Ele quiser.”
Josué 24.15 – A sua eternidade feliz ou infeliz depende da escolha que você fizer
aqui na terra. Só há dois caminhos e dois destinos eternos — o da vida e o da morte;
o do Céu e o do Inferno. É o homem quem escolhe. A mesma verdade bíblica
aparece em Pv 8.35,36; Mt 7.13,14; Jo 10.9.
1.15. “A salvação é somente após a morte; não devo preocupar-me com isso
agora.”
João 5.24 – A salvação começa aqui na terra. Tem início no momento em que o
pecador aceita o Salvador Jesus. Note que o tempo do verbo está no presente: tem.
A Bíblia menciona a nossa salvação no tempo passado (2 Tm 1.9; Tt 3.5).
Hebreus 9.27 – Mensagem tão clara como esta dispensa qualquer comentário. O
pecador é salvo aqui na terra e não ao chegar à eternidade. Nossos pecados são
perdoados aqui na terra (Lc 5.24a).
1.16. “Eu tenho notado que Deus age de modo cruel e injusto para com a
humanidade.”
Os que assim se expressam são geralmente pessoas que anos a fio vêm sofrendo
muitas amarguras e revezes na vida. É preciso muita paciência e consideração ao
tratar com tais pessoas. Muitos deste grupo são vítimas de frustrações e complexo
de inferioridade.
Romanos 1.27b – “Recebendo em si mesmos a merecida punição do seu erro.” Os
sofrimentos e males da humanidade vêm do pecado: são os frutos dele decorrentes.
São também o resultado da atitude de desobediência e rebeldia do homem para
com o seu Criador (Dt 11.26-28; Is 3.10,11; Lc 19.14).
Lucas 4.18 – Jesus é a solução. Ele veio para perdoar os pecados e curar o coração
magoado. Ele veio desfazer, (não apenas combater) as obras do Diabo, que são o
pecado e os frutos amargos que dele procedem.
Salmo 147.3 – Aqui temos a promessa de que Deus restaura o sofredor, sem
acepção de pessoas. A parte do pecador é reconhecer o que afirma a Palavra de
Deus, e orar segundo o Salmo 41.4.
Mateus 11.28,29 – Jesus é a solução, mas é preciso ir a Ele (“Vinde a Mim”). Você já
foi? Você já tomou sobre si o jugo de Jesus para aprender com Ele?
Isaías 32.17 - A paz e a tranqüilidade vêm da justiça, da retidão – Eis a resposta!
1.17. “Que devo fazer para me salvar?”
Isto não é propriamente uma desculpa; é a mais importante pergunta de todos os
tempos. Se esta pergunta for sincera, use Jo 1.12; 14.6; At 16.31, ou então use o
Plano da Salvação.
1.18. “Nasci na religião de meus pais, portanto, já tenho minha religião. Nela
quero viver e morrer. “
Lucas 13.3; João 3.5 – Não importa o que você é; o que é preciso é nascer de novo.
Para a salvação da alma não se trata de ter ou seguir uma religião, filosofia ou
igreja. O que é preciso é ser regenerado pelo Senhor Jesus Cristo (2 Co 5.17). Não
é o caminho dos pais que conduz ao Céu, mas o caminho provido por Deus – Jesus
Cristo. Ser religioso, ter religião, pertencer a uma igreja cristã, nada disso prove
salvação a ninguém. A salvação é uma experiência que só se verifica quando vamos
a Jesus mediante o Evangelho. Dar a desculpa acima, é ser meramente um eco ou
reflexo dos outros. Não importa o que você é; o que é preciso é nascer de novo! 1
Timóteo 2.5 – A religião não pode ser intermediária ou mediadora entre Deus e o
homem. Mediador é Jesus somente.
1.19. “Já tentei ser crente mas fracassei.”Use o item 12.
1.20. “Não creio no Inferno nem no castigo eterno. Também não creio noutra vida
além desta.Com a morte tudo finda. O Inferno é aqui mesmo.”
Quanto a essas desculpas, aquilo que você pensa ou sente não é o que prevalece e
sim o que Deus diz na sua Palavra. A Escritura Sagrada declara um fato, e pronto, o
assunto está resolvido. O raciocínio do homem não anula o que Deus diz na sua
Palavra. Ora, entre outras coisas, as Escrituras afirmam que Deus é amor, mas
também que é justiça. Vejamos algo do que está escrito quanto a essas desculpas:
- Sobre a realidade do Inferno: Sl 9.17; Mt 10.28.
- Sobre a realidade do castigo eterno: Se aqui na terra o mal é julgado e a justiça
humana julga o malfeitor, que diremos nós de Deus, cujas leis são perfeitas?
Textos: Mt 25.46; Mc 9.49; Lc 16.19-31; Ap 14.9-11; 20.15.
Estes versículos mostram que o fogo do Inferno é conservador; não destruidor. Ele
“salga” como sal, isto é, conserva. E daí? Quem sabe mais do que Jesus? O Inferno
não foi preparado para o homem, e sim para o Diabo e seus anjos (Mt 25.41), mas
se o homem não se apartar do pecado irá para lá também.
- Sobre a vida além-túmulo (Sl 22.29; Mt 10.28; Jo 5.28,29; Hb 9.27). Nesta
referência, a ressurreição corporal está também implícita.
1.21. “Não creio que a Bíblia seja um livro realmente divino.”
1 Coríntios 2.14-O homem natural, isto é, o homem no seu eu, não entende a
Palavra de Deus.
Marcos 7.13 – Aqui Jesus chama as Escrituras de “A Palavra de Deus”. Ele aprovou
as Escrituras. Quem tem autoridade para desaprová-las e desmerecê-las? (Leia
também Jo 10.35.)
2 Pedro 1.21 – A Bíblia foi escrita por homens inspirados ou movidos pelo Espírito
Santo. Isso deve ser o bastante.
O testemunho dos homens da Bíblia – escritores e outros:
- Davi (2 Sm 23.3; Sl 119.160).
- Salomão (1 Rs 8.56).
- Ezequiel (Ez 11.5).
- Paulo (1 Co 14.37).
- João, o apóstolo (Ap 21.5). Davi, além de escritor, foi rei, poeta, compositor e gênio
militar. Salomão, além de rei e escritor foi o homem mais sábio que já existiu (2 Cr
1.12). Ezequiel, além de escritor, foi um grande profeta e piedoso sacerdote. Paulo
foi o maior teólogo de todos os tempos, além de apóstolo e de ter cultura universitária.
João, o apóstolo, tinha profunda comunhão com o Senhor Jesus, foi escritor
e o último sobrevivente dos doze apóstolos. Pois bem, todos esses grandes homens
além de inúmeros outros, através da Bíblia; e ainda incontáveis vultos de primeira
grandeza da história secular atestam, acatam, aceitam e deleitam-se nas Escrituras
Sagradas como a revelação de Deus ao homem, e você se julga, sozinho, maior que
todos esses?
1.22. “A Bíblia está cheia de erros.”
Se o local e a ocasião forem convenientes, dê-lhe uma Bíblia e peça-lhe que aponte
os erros. Não tenha medo de fazer isso, uma vez que você conheça o Livro! Textos
apropriados: Sl 12.6; Pv 30.5; 2 Pe 2.12,18.
1.23. “A Bíblia só tem tolices. É também antiquada. “
1 Coríntios 1.18; 2.14- Ela só tem tolices para os que se perdem…
1.24. “Sou ateu ou materialista.”
Em nenhum lugar da Bíblia Deus procura provar sua existência, usando provas
formais como entre os homens, isto porque a crença em Deus é doutrina admitida, é
um fato auto-evidente. É uma crença natural do homem. A Bíblia não ensina a prova
da existência de Deus como coisa preliminar à fé. Deus não vai apresentar provas
de sua existência à criação em geral, cujo autor é Ele mesmo. As Escrituras
declaram um fato de Deus e o homem aceita isso por fé. Quem se chega a Deus,
creia que há Deus (Hb 11.6); este é o ponto de partida nas relações entre Deus e o
homem. O dizer que não há Deus é loucura (Sl 14.1). Os argumentos que estudamos
nos cursos de teologia não são para fazer alguém crer em Deus, mas para
fortalecer a fé dos que já crêem. Deus se tem revelado ao homem de modo sempre
crescente, porém o Diabo tudo faz para entenebrecer a mente do homem (2 Co 4.4).
Essa revelação de Deus ao homem é tríplice:
- Deus se tem revelado por meio da criação. As obras de Deus nos céus, na terra e
no mar; enfim, em todo o Universo, revelam sua existência, sabedoria, grandeza e
poder. Textos: Jó 12.6-9; Sl 19.1; Jr 5.21,22; Rm 1.20.
- Deus se tem revelado por meio da Bíblia. A Bíblia é a Palavra de Deus escrita.
Por ela Deus
fala (Hb 1.1), ela é o Livro do Senhor (Is 34.16); é a Palavra de Deus (Is 40.8; Jr
1.12).
- Deus se tem revelado por meio do Senhor Jesus, Cristo. Ele é a Palavra viva de
Deus (Jo 1.1,18; Hb 1.3). A pseudo-descrença do homem em Deus vem da sua
impiedade, que o cega e o separa do Criador.
Nota: Na excusa nº 30 falaremos algo da revelação de Deus ao homem através da
consciência.
1.25. “Não tenho prazer em viver. Queria antes morrer e assim terminar meus
sofrimentos. “
A morte não é o fim de nossa existência nem acaba com os nossos sofrimentos.
Textos: Lc 16.22-25; Jo 5.28,29; Hb 9.27.
1.26. “Não posso ser crente, porque não posso perdoar a certa pessoa. “
Ezequiel 36.26- Deixe este problema para depois que aceitar Jesus. Em doenças
espirituais do coração, não há especialista igual a Deus, quando nos entregamos a
Ele.
Mateus 18.23-35 – Sua dívida com Deus é muito maior do que a do seu vizinho com
você. Atente bem no que o Senhor diz nos vv.32,33.
Filipenses 4.13 - Estando em Cristo, tudo é possível inclusive perdoar aos que nos
ofendem.
1.27. “Como vou saber que estou salvo?”
Romanos 8.16- O Espírito Santo dará testemunho com o seu espírito de que você
está salvo. Esta é a evidência interna da salvação. A evidência externa é uma vida
de justiça e santidade (2 Co 5.17).
Um remédio só produz efeito depois de tomado.(Ver Jo 6.47.) Deus cumpre o que
diz. Se você confiar na sua Palavra, verá que as promessas dele são verdadeiras e
não falham jamais.
1 João 5.10 – “Aquele que crê no Filho de Deus tem em si mesmo testemunho”.
1.28. “Terei de procurar uma igreja e ficar aí?”
1 João 1.3 – Você, como cristão nascido de novo, sentirá o desejo de ter comunhão
com os irmãos da mesma fé. Aí está o provérbio que diz: “Pássaros da mesma
plumagem vivem juntos”. A igreja proverá comunhão, assistência espiritual e
trabalho para você.
Atos 2.42,44 – Estes versículos retratam o ambiente dos primeiros dias da Igreja.
Vê-se que, desde o início, os crentes sempre quiseram estar juntos em comunhão. A
Igreja é um corpo e, assim sendo, para trabalhar para seu Senhor é necessário que
seus membros se reúnam, a fim de que o trabalho harmônico tenha lugar. Nunca
abandone a igreja (Hb 10.25).
1.29. “Eu já nasci na igreja e me criei assim, de modo que sempre fui crente. “
João 3.5 – Para ser salvo não se trata de ser apenas crente, ir à igreja ou ter uma
religião. É preciso nascer de novo. É preciso ter um encontro pessoal com o
Salvador Jesus; você já fez isso?
1.30. “Sigo a minha consciência.”
Milhões estão dando tal desculpa. A consciência não é autoridade nem guia em
matéria de salvação. Essa autoridade repousa nas Sagradas Escrituras (Sl 119.105;
2 Tm 3.15). Examine a Bíblia e veja se o seu destino é o Céu! A consciência apenas
aponta a existência de uma lei. Ela é a faculdade que Deus colocou no homem para
que este possa conhecer a lei interior, isto é, o conhecimento de Deus e sua
vontade. A consciência apenas vigia sobre os nossos atos: se eles estão de acordo
ou contra as nossas convicções. É esta a sua atividade; ela não transmite
conhecimentos. Também é passível de ser cauterizada pelo pecado (Ef 4.19; 1 Tm
4.2). Deus fala ao homem através da consciência (Rm 2.15; 9.1), mas o guia para a
salvação é a Palavra de Deus.
2. TRATANDO COM JUDEUS
Chegamos à segunda divisão deste capítulo. Trata-se da evangelização de judeus.
Alegações:
2.1. “Nós os judeus não podemos crer em três deuses.”
1 Timóteo 2.5 – Os crentes adoram a um só Deus. (Leia também 1 Co 8.4.)
Gênesis 1.26; Isaías 6.3,8 – A Divindade é constituída de três pessoas em um só
Ser divino. (Ver Gn 3.22; 11.7.) Outro caso interessante é o da letra inicial da palavra
Shaddai – um dos nomes simples de Deus. Ela é formada de três linhas verticais
ligadas por uma horizontal. De igual modo, Gn 1.26, em hebraico, é fascinante no
que tange ao nome Deus – Elohim.
Isaías 48.16b - A Trindade está no Antigo Testamento.
Deuteronômio 6.4 - A unidade de Deus é uma unidade composta. Nela há três
pessoas distintas, sendo cada uma delas a própria Divindade, isto é, há uma
Trindade na Unidade (Mt 3.16,17; 28.19; Jo 15.26; 1 Co 13.13; Gl 4.6; Ef 2.18; Hb
9.14; 1 Pe 1.2; 1 Jo 5.7 ARC). As três pessoas da Trindade são coeternas e iguais
entre si (Mt 28.19; 2 Co 13.13). Como é possível três pessoas subsistirem numa só?
Ora, a forma de existência de Deus é muito diferente da nossa. Os sentidos físicos
do homem viram as três pessoas da Trindade por ocasião do batismo de Jesus: o
Pai falou, o Espírito Santo apareceu em forma de pomba, e o Filho estava sendo
batizado por João.
2.2. “Deus não tem filho nenhum”, dizem os judeus.
(Comp. Sl 2.7 com At 13.13 e Hb 1.5).
E no Salmo 110.1 e Mateus 22.41-46, quem é o segundo Senhor?
2 João, v.3. (Esta epístola parece tão pequena e, no entanto, tem uma revelação tão
sublime!)Provérbios 30.4.
Isaías 9.6.
2.3. “Não podemos crer que uma criança nasça de uma virgem.”
Gênesis 2.7 – Muito mais difícil teria sido Deus formar o homem do pó da terra, e
Deus o fez com toda a simplicidade.
O Antigo Testamento não relata tantos milagres?
- O surgimento da nação israelita foi um milagre.
- A existência do povo judeu atualmente é um milagre.
- Isaque, o filho da promessa, nasceu por um milagre.
- A partição do mar Vermelho foi um milagre.
- As codornizes, o maná e água da rocha, foram milagres.
- O livramento dos judeus no tempo de Hamã foi outro milagre. Isto para não falar
nos muitos outros, registrados no AT.
Isaías 7.14-O nascimento virginal do Messias fora prometido nas Sagradas
Escrituras. Também estava predito que Ele nasceria de uma mulher (Gn 3.15).
2.4. “O homem não herda uma natureza pecaminosa. “
Gênesis 5.3; 6.5; Salmo 51.5; Isaías 64.6 – Todos os descendentes de Adão caíram
no pecado.
Jeremias 17.9 – O coração do homem à parte de Deus, é perverso.
Salmo 14.1-3; Isaías 53.6- Todos .deliberada-mente se desviaram de Deus.
2.5. “A salvação obtém-se por meio da obediência. “
Isto equivale a dizer: por meio das obras. É puro engano, porque:
- Abraão, o pai dos judeus (Sl 105.6; Jo 8.56), foi justificado pela fé, não por obras
(Gn 15.6).
- Jó foi homem reto e cheio de boas obras (Jó 1.1), porém quando defrontou-se com
Deus, viu sua insuficiência (Jó 40.3,4; 42.5,6). Ele logo viu que não era justo de fato.
- Obras não justificam ninguém (Is 64.6). É Deus quem justifica o homem mediante
seu Filho (Jr 23.5,6).
- Aí se trata de uma profecia sobre o Messias. Também Is 53.11.
- A real felicidade do homem vem por sua fé no Filho (Sl 2.12).
2.6. “Não cremos que o Jesus do Novo Testamento seja o Messias prometido.”
Compare sinceramente os 4 Evangelhos com Isaías 53.1-12, juntamente com
inúmeras outras passagens das Escrituras hebraicas que falam do Messias vindouro
e veja que tudo se cumpriu em Jesus Cristo. Só no Evangelho Segundo São Mateus
há cerca de 70 referências ao Antigo Testamento concernentes a Jesus como
aquele de quem falaram os profetas. Dezenas de milhares de judeus já creram (At
21.20).
3. TRATANDO COM DESVIADOS
Há desviados por toda a parte. Há os que caíram de vez, por tentação direta e laço
do Diabo, e há os que esfriaram aos poucos até perderem todo o primeiro amor. Há
ainda os que se desviaram por verem escândalos no meio cristão, por sofrerem injustiça
ou ficaram melindrados. Outros não resistiram às zombarias, aflições e
perseguições por causa da fé. Há também os problemas domésticos que tanto
desvio têm consumado.
Esse povo precisa ser restaurado à comunhão com Deus. Uma excelente receita é 1
João 1.9. Aí, a Bíblia fala de pecados, não pecado. Trata-se de confissão detalhada
a Deus das faltas cometidas, começando por onde se caiu (Ap 2.5).
4. TRATANDO COM NOVOS CONVERTIDOS
Se a igreja cuidasse mais dos novos convertidos, ela seria muito maior. É oportuno
lembrar aqui que a Igreja somos nós mesmos – eu e você que somos crentes. Há
muito descuido e negligência nessa parte. O Evangelho tem dois lados: Ganhar
almas e ensiná-las (Mt 28.19). O mesmo Senhor que disse: “Ide e pregai”, também
disse: “e ensinai”. Estes dois lados do Evangelho precisam andar juntos para que
haja pleno sucesso. Cuida-se, em geral, da primeira parte, mas da segunda?!
Todas as igrejas devem ter reuniões rápidas para os novos convertidos, após o
término do culto. Para isso o apelo deve ser feito em seguida à pregação. Há igrejas
que, após o convite aos pecadores, deixam os novos convertidos ajoelhados muito
tempo, enquanto tratam de outros assuntos. Essa lacuna entre o convite e o trato
com o pecador não faz bem. O tempo que os pecadores levam ajoelhados daria
para uma rápida reunião com todos eles, mediante obreiros previamente treinados
para isso. Além disso, cada igreja deve ter cultos e classes de estudos bíblicos para
os novos convertidos. Na parábola do semeador, Jesus mostra que foi quando os
trabalhadores dormiram que o inimigo semeou a falsa semente (Mt 13.25).. O novo
crente necessita muito de ajuda, orientação e alimento espiritual adequado (1 Pe
2.2). Nas palavras de Jesus a Marta: “Desligai-o e deixai-o ir” concernentes a
Lázaro, que revivera (Jo 11.44), há uma ordem de Jesus à Igreja quanto aos novos
convertidos que acabam de renascer “da água e do Espírito” (Jo 3.5). Lázaro
ressuscitou cheio de vida, porém, com as mãos e pés ligados e o rosto vendado.
Isso é um quadro do novo convertido sem saber andar e sem visão espiritual para
discernir as coisas corretamente. Lembremo-nos de que, em Atos 12.10,16, o
primeiro portão da prisão, o anjo abriu; o segundo, não. Este, Pedro podia abrir. O
anjo não ia abri-lo. Salvar é com Jesus, mas “fazer discípulos” é com a Igreja. À
igreja dos dias primitivos dava muita importância a esse ministério. Paulo e Barnabé,
por exemplo, passaram um ano todo ensinando na igreja de Antioquia; quando de lá
partiram deixaram substitutos. Em Éfeso, Paulo ficou três anos ensinando os crentes
ali (At 20.3). Em Corinto, um ano e seis meses (At 18.11). Seja você assim também!
Não largue o novo-convertido. Faça o serviço completo! Ore por ele. Assista-o.
Ajude-o. Prossiga assim com o trabalho já começado. O novo convertido é uma
criança na fé. É como um bebê. Precisa de atenção especial. Abandone uma criança
ou deixe-a fazer o que julgar certo, e veja o resultado…
4.1. A integração dos novos convertidos
A integração dos novos convertidos deve ser parte integrante de qualquer esforço
evangelístico em que haja decisões de pecadores. A finalidade da integração é a
conservação dos resultados. Sem isso, quase todo o esforço será nulo. “Integrar” é
unir, complementar, completar, introduzir, ajustar reciprocamente, identificar propósitos,
incorporar num todo.
4.1.1. Integração, em evangelismo pessoal, ou em evangelismo em massa, é o
trabalho pessoal e geral, realizado durante e após os resultados, visando a:
a. Integrar à igreja o novo convertido ou desviado.
b. Promover o discipulado do novo convertido.
c. Estimulá-lo à frutificação espiritual.
d. Guiá-lo à vida vitoriosa.
A tarefa entregue por Jesus à Igreja, não é somente a da salvação das almas, mas
também a da edificação dos crentes. Ler e estudar os seguintes textos pertinentes:
Mt 28.19 ARA (“fazei discípulos”); Jo 11.44; 1 Tm 2.4 ARA; At 9.27.
4.1.2. Ocasião da integração de novos crentes.
a. No final dos cultos, em sala à parte, e em reuniões especiais para isso. Há
necessidade de conselheiros especialmente preparados para este importante
trabalho. Crianças requerem conselheiros especiais. O método mais eficaz é o
pessoal.
b. Programa de visitação sistemática.
c. As Escolas Dominicais devem ter classes especiais para novos convertidos.
4.1.3. As cinco formas de decisão pessoal
Os obreiros empenhados na integração espiritual dos que vêm ao altar nos cultos e
campanhas devem identificar logo o tipo de decisão que a pessoa está tomando.
Estes tipos são:
a. Decisão para salvação (não-crentes).
b. Decisão para certeza de salvação (pseudo-crentes).
c. Decisão para restauração espiritual (desviados).
d. Decisão para trabalho específico para Deus (crentes).
e. Decisão para dedicação pessoal (crentes).
4.1.4. As necessidades básicas do novo convertido
a. Amor (Jo 15.12). Alimentação e cuidado sem amor, gera desequilíbrio.
b. Alimentação (1 Pe 2.2). Sadia e apropriada para a idade.
c. Energia, poder (At 1.8). O batismo no Espírito Santo.
d. Proteção (1 Pe 5.8). Tentações. Crises espirituais. Doutrinas falsas. Que é o
“joio” de Mt 13.25?
e. Doutrinas bíblicas, bem como ética e deveres cristãos em geral.
f. Maturidade (Mt 5.48; Ef 4.13,14; Cl 1.28).
4.2. Assuntos prioritários a serem ensinados na fase da integração do novo
convertido
4.2.1. Sua dedicação total a Deus. Jesus não somente quer ser o nosso Salvador,
mas também o nosso Senhor. Ê preciso inteira submissão a Cristo. Ê o que Ele
ensinou no Sermão do Monte: “Seja feita a Tua vontade”. A vontade de Deus deve
predominar em todas as esferas de nossa vida. Para muitos crentes, Jesus é apenas
o Salvador de suas almas, mas não o Senhor de suas vidas e de tudo quanto têm.
Não é de admirar que sejam raquíticos espiritualmente e tenham um testemunho
fraco.
4.2.2. Testemunhar de Cristo. Isto deve ser espontâneo, além de ser um dever para
com o Salva
dor Jesus. Esse testemunho deve incluir os parentes (Mt 10.32,33).
4.2.3. Batismo em água. Ê uma ordenança bíblica. É necessário para tornar-se
membro da igreja local e participar de seus privilégios. Ê também um testemunho
público da identificação e da nova vida com Cristo (Mc 16.16; Rm 6.4; Cl 2.12).
4.2.4. Batismo com o Espírito Santo. Ê a promessa do Pai e de Cristo (Jl 2.28,29
com At 2.16; Lc 24.49; Jo 15.26; 16.7; At 1.8; 2.1-4). Busque esse batismo glorioso
para que a plenitude do Espírito Santo seja uma realidade em sua vida. Há muita
diferença em ter o Espírito Santo na conversão, e ser cheio dele depois disso. Na
conversão recebemos vida; no batismo com o Espírito Santo recebemos poder.
4.2.5.Comunhão constante com Deus. Isto através da oração, meditação, estudo da
Bíblia, reuniões, etc. Textos para o novo convertido nesse particular: Sl 119.11,105;
At 20.32; Rm 12.1,2; 1 Ts 5.17; 2 Tm 2.15. Você, como novo convertido, não dê um
só passo sem a direção do Senhor. Ande com sua mão na mão dele.
4.2.6.Mordomia cristã. De tudo o que você tem, você é apenas administrador, não
dono. A mordo
mia cristã, além dos talentos e do tempo, inclui as finanças, isto é dízimos e ofertas.
Textos: Lv 27.30; 1 Cr 29.5; Ml 3.8-10; 2 Co caps. 8,9.
4.2.7. A importância e os benefícios de pertencer a uma igreja local:
• Receber a ministração da Palavra.
• Ter oportunidade de trabalhar para Jesus, localmente.
• Gozar do privilégio do culto coletivo.
• Receber assistência espiritual quando em necessidade.
• Manter comunhão espiritual com o povo da mesma fé e experiência espiritual.
Atos 2.44: “E todos os que criam estavam juntos”.
4.2.8. Participação efetiva nos trabalhos da igreja local. Trabalhe sempre para o
crescimento e edificação de sua igreja, nunca para sua redução (Jo 9.4; 1 Co 15.58).
Fomos criados em Cristo Jesus para as boas obras (Ef 2.10). O crescimento espiritual
do crente não é só para torná-lo santo e sábio,mas útil.
4.2.9. Deveres para com os irmãos na fé. Amor, consideração, apreço e apoio aos
conservos na fé.
4.2.10.Estudo bíblico. Procure aprofundar-se nas Sagradas Escrituras. Faça do
estudo bíblico a coisa mais importante da vida. Cultive e promova uma vida espiritual
sadia, livre de fanatismo e costumes sem qualquer base na Palavra de Deus. Procure
adquirir um conhecimento geral das doutrinas fundamentais da Bíblia; domine
bem o manuseio do Santo Livro. Isto é um dever. A sua não-observância é pecado
contra Deus. O descuido nessa parte pode ocasionar desvio (Is 5.13).
4.2.11.Deveres domésticos, sociais e cívicos.
Cumpra seus deveres humanitários e sociais para com a família, seus semelhantes,
e o Estado, o que inclui as autoridades constituídas. Verifique até onde vão os seus
direitos e onde começam os dos outros. Faça tudo de acordo com a Palavra de
Deus. Se achar que anda direito com Deus, verifique se anda também direito com os
homens.
4.2.12.Problemas espirituais. Nunca duvide da Palavra de Deus. Muitas vezes o
cristão desce ao vale das dificuldades, das provas e apertos. Quando isso
acontecer, ele jamais deve guiar-se por seus sentimentos, porque estes mudam
conforme as circunstâncias. Numa hora dessas, o crente que caminhar segundo
seus sentimentos pode até pensar ou julgar que está perdido ou rejeitado. O Diabo
pode fazer isso.
Não é aquilo que sentimos que deve prevalecer, mas aquilo que Deus diz na Sua
Palavra. É nela que está escrito: “Estas coisas vos escrevi para que saibas que
tendes a vida eterna” (1 Jo 5.13). Aí não diz que tereis a vida eterna, mas: “Para que
saibais que tendes a vida eterna”! Não é glorioso? Se sou um cristão segundo o
plano da salvação traçado na Palavra de Deus, jamais deverei duvidar dessa
Palavra no tocante à salvação. O crente não “pensa” que tem a vida eterna; ele tem
a vida eterna. A Bíblia o diz, e ele crê na Bíblia. O que Deus escreveu não pode ser
mudado.
Se você pecar, proceda imediatamente segundo a Palavra de Deus para obter o
necessário perdão. Saiba que Deus só perdoa o pecado quando o confessamos e o
abandonamos. Caso contrário, é perder tempo. Deus aceita o pecador (Lc 15.2).
Esta é a grande boa-nova para a humanidade. Uma coisa é você pecar porque foi
instigado, acusado, conduzido vencido, tentado, e outra bem diferente é você pecar
porque procura e gosta do pecado.
Há três tipos de confissão de pecados, os quais o crente deve observar, conforme o
caso, ao buscar o perdão:
a. Confissão particular. Entre o crente e Deus somente. O crente faz confissão
assim, quando se trata de pecados que só Deus sabe. Se são pecados que só Deus
sabe, não leve isto a público!
b. Confissão pessoal. Entre o crente e seu semelhante. Deus só perdoa o pecado
cometido contra alguém quando acertamos tudo com esse alguém, pois todo pecado
é cometido primeiramente contra Deus. Se você não se põe em dia primeiramente
com seu semelhante, nada conseguirá de Deus, e quanto mais tempo passar, mais
se agravará a situação. Jamais o crente pode andar direito com Deus e errado com
os homens.
c. Confissão pública. Quando se trata de pecado público, sabido por todos.
Todavia, há casos tão indecentes que sua confissão em público traz mais mal do
que bem (Ef 5.12). Tais casos confesse ao pastor e só. Sua confissão pública
escandaliza.O grande texto bíblico sobre o perdão para o crente penitente é 1 Jo
1.7-9; 2.1. Há muita gente que tem prazer em comentar e espalhar os erros do
crente fraco ou desviado. Tais pessoas estão necessitando de auxílio espiritual tanto
quanto o crente fraco ou desviado.
Graças a Deus que o sangue de Jesus prove, não somente o perdão dos pecados,
mas também a sua purificação. No texto de 1 Jo 1.9, a Palavra de Deus revela o
duplo aspecto do pecado: o pecado cometido e o pecado congênito. O primeiro é o
pecado praticado. O segundo, o pecado inato, residente na natureza humana.
Pecados cometidos Jesus perdoa, mas o pecado residente tem de ser purificado,
dominado, mortificado. Graças a Deus que, mediante o precioso sangue de Jesus,
podemos obter tanto o perdão como a purificação de nossos pecados. Em 1 Jo 1.9
(e nas demais passagens paralelas) o termo “perdão” refere-se a pecados
cometidos, e “purificar”, a pecados congênitos. O pecado congênito não pode ser
perdoado e sim vencido. (Veja o Salmo 51.)
Quando alguém cai sempre num mesmo pecado e sempre está a pedir perdão, o
que precisa não é propriamente de perdão, mas de purificação através do poderoso
sangue de Jesus. Um caso clássico de perdão e purificação temos em Davi, no
Salmo 51. No v.l, perdão; nos vv. 2-7, purificação. Ele tinha sido perdoado, mas
continuava a sentir a instigação irresistível para pecar. Esta purificação do pecado é
a santificação obtida mediante o sangue de Jesus, conforme Hb 13.12. No Calvário,
Jesus venceu para sempre o pecado.
Mais uma palavra: Se você é um filho de Deus segundo a Bíblia, vivendo em
obediência, você nunca está só. Deus sempre estará a seu lado. Se um crente vier a
perguntar “Será que Deus se interessa por mim?” A resposta divina será sempre
João 3.16. (Vide também Isaías 40.11.) Deus não tem prediletos! (At 10.34).
4.2.13. Viva uma vida santificada (Lv 20.26). Deus só pode usar vasos limpos (2 Tm
2.21). Deus opera a santificação no crente, mediante:
- O precioso e poderoso sangue de Jesus Cristo (Hb 9.12,13; Hb 13.12).
- O Espírito Santo (Rm 8.2; 1 Pe 1.2). Ele livra da lei do pecado. Aleluia!
- A Palavra de Deus (Jo 17.17).
- A oração: Estimule o novo-convertido a uma vida de oração (Lc 18.1; 1 Ts 5.17).
-
5. TRATANDO COM CRENTES ADULTOS NA FÉ
As passagens abaixo são apropriadas ao tratar-se com crentes. As partes
sublinhadas parecem ser mais tocantes. Use estas mensagens divinas quando:
a. Tudo estiver bem: 1 Cr 29.11-20; Sl 1; 33.12-22; 96; 100; 103; 104; 150; 1 Tm 6.6-
21.
b. Estiver satisfeito consigo mesmo, egocêntrico, descuidado: Dt 7; Pv 11; Lc 16.
c. Estiver galgando posições melhores na vida: Pv 16; Mt 5.1-16; Fp 3.7-21.
Salmo para homens públicos: Sl 101.
d. Estiver atribulado, cansado, aflito, inquieto,em prova: Sl 4; 37.1-11; 50.15;
91.15; Jo 16.33; Rm 8.18; / Co 10.13; 2 Co 4.17; Fp 1.29; Hb 3.17-19; 1Pe 1.6,7;
2.21; 5.7.
e. Estiver desanimado, triste, abandonado, pesaroso: Sl 23; 42; 43; 46; 130; 90; Mt
11.28-30; Jo 14; 20: 1 Co 15; 1 Ts 4.13 a 5.28; Hb 13.5; Ap 21;22.
f. Estiver sendo tentado ou instigado a pecar: Sl 52; 139; Ef 6; Fp 4; Tg 1.
g. Sentir-se fraco ou tiver cometido pecado: Sl 27; 51; 61; Is 43; Mt 18.21,22; Lc
15; Hb 4.14,15; Tg 5.16; 1 Jo 1.
h. Estiver enfermo, passando por sofrimentos diversos, ou sendo perseguido: Êx
15.26; Sl 6; 23; 37; 41; 91; 103; 118; Is 35.4; 53.4,5; Jr 20.11; Tg 5. 14-16.
i. Não puder dormir devido a preocupações várias: Sl 3; 4; 121; Pv 3 (especialmente
o v.24); Is 41.10.
j. Sentir que está próximo da morte: Jo 14; 1 Co 15; 2 Co 5.1-8; Ap 21.1-7.
1. Estiver enfrentando uma crise: Sl 32.8; 37; 94; 121; 725; Ec 5; Is 55.6-9.
m. Sentir-se sobrecarregado de ocupações: Ec 3.1-13; Is 40.28-31.
n. Sair para divertir-se: Pv 21.17; Mt 6.24; Mt 13.32; 1 Co 10.21,31; 2 Co 6; Gl 5; Tg
4.4.
o. Estiver impaciente: Sl 40; 90; Ec 3.1-8.
p. Guardar rancor contra alguém e não quiser perdoar: Sl 37; Mt 5:38^48; 18.23-35;
Mc 11.25,26; 1 Co 13; Ef 4: 1 Pe 3.8-17; 1 Jo 4.7-21.
q. Sentir-se com medo, inclusive nas tempestades: Sl 14.15-18; 23; 29; 34.4; 91; Is
40.18-31; 49.14,15: Jo 15.12-15.
r. Achar que ter apenas título de crente ou membro da Igreja é o suficiente: Mt
7.21,22; Jo 3.5; Ef 2.8.9; Tt 1.16; Hb 12.14; Tg 2.14.
s. Achar que ser crente somente em casa sem nunca ir à igreja é o suficiente: Sl
27.4; 122; At 2.42-46; Hb 10.25. A igreja precisa de seus membros (1 Co 12.22), e
você precisa da Igreja (Ef 4. 12,13).
t. Não quiser deixar companhias e amizades prejudiciais: 2 Cr 19.2; Sl 1.1; Pv 1.10-
15; 24.1,2; 1 Co 15.33; 2 Co 6.15; Tg 4.4.
u. O Diabo estiver atacando: Js 1.5; Sl 72.4; Sl 91.13; Jr 20.11; Mt 4.4a, 7a, 10a; Lc
10.19; Jo 10.27-29; Rm 16.20; Ef 6.11-18; 2 Tm 4.18; Hb 13.5; Tg 4.7; 1 Pe 5.8,9;
Ap 12.11.
v. Estiver avançado em idade: Sl 71; 90
x. For viúva: Isaías 34 (todo).
z. For perseguido por amigos (?): Sl 41; 55.
Medite diante do Senhor, e chegue a uma conclusão definida para saber como você
poderá evangelizar mais, utilizando
Seu tempo
Seus talentos
Seu dinheiro
Que os fatos abaixo, a partir de agora, sejam uma realidade em sua vida:
Meu alvo: O mundo para Cristo.
Meu anseio: Ser revestido da nossa habitação celestial (2
Co 5.2).;
Minha visão: A Ampliacão do reino de Deus.
Meu receio: A noite vem quando ninguém pode trabalhar (Jo 9.4).
Observação final - Uma das razões da indiferença e da inatividade de igrejas e
crentes na obra da evangelização dos perdidos vem do seu descuido quanto a vinda
de Jesus.
Os cristãos primitivos foram ativos na evangelização, não só porque eram cheios do
Espírito Santo, mas também porque esperavam a volta de Jesus naqueles dias – em
seus dias!
E nós ?

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